Mais de 60% dos pacientes com câncer de próstata já são operados por robôs em rede de SP

Hospital São Camilo aponta mortalidade de apenas 0,6% com uso de tecnologia e cuidado contínuo

Tecnologia usada na cirurgia também impactou o período de recuperação dos pacientes

Tecnologia usada na cirurgia também impactou o período de recuperação dos pacientes | Divulgação/Rede de Hospitais São Camilo

O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Em meio ao avanço dos casos da doença no País, a Rede de Hospitais São Camilo, em São Paulo, divulgou dados que apontam taxa de mortalidade de 0,6% entre pacientes atendidos pela linha de cuidado oncológica entre 2022 e 2026.

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A taxa divulgada está abaixo da média de 1,02% registrada pelo sistema DRG Brasil. O levantamento também indica crescimento no uso de cirurgias robóticas e redução no tempo médio de internação.

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Segundo a rede hospitalar, o resultado está ligado à adoção de protocolos clínicos focados em acompanhamento contínuo do paciente, desde o diagnóstico até o pós-operatório. Entre os homens atendidos, 67,6% passaram por cirurgia robótica e 31,6% realizaram procedimentos laparoscópicos.

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A tecnologia também impactou o período de recuperação. Enquanto a média de internação prevista para esses casos é de 2,2 dias, os pacientes tratados na instituição permaneceram internados, em média, 2,1 dias.

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Cirurgia robótica avança no tratamento do câncer de próstata

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de cerca de 71,7 mil novos casos por ano no triênio 2023-2025.

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Nesse cenário, o uso de cirurgia robótica tem crescido em hospitais privados como alternativa para procedimentos menos invasivos. Segundo o levantamento do São Camilo, os pacientes submetidos à técnica apresentaram menor impacto em funções urinárias e sexuais após o tratamento, em comparação com indicadores de mercado utilizados como referência.

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O perfil predominante dos pacientes diagnosticados está na faixa entre 60 e 69 anos, que representa 62% dos casos atendidos. Em seguida aparecem homens entre 70 e 79 anos.

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A análise também aponta presença frequente de doenças associadas, como hipertensão arterial e diabetes, fatores que exigem monitoramento clínico mais rigoroso durante o tratamento oncológico.

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Diagnóstico precoce ainda é principal desafio

Em entrevista à Gazeta, Fernando Pompeu, diretor médico e de práticas assistenciais da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, reforçou que a detecção precoce continua sendo o principal fator para aumentar as chances de cura do câncer de próstata. Além da importância do paciente procurar o local ideal para o diagnóstico.

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“É preciso conscientizar as pessoas a irem ao médico e fazerem exames como mamografia (Outubro Rosa) e próstata (Novembro Azul) no ambulatório, não no pronto-socorro. No setor privado, acabamos conseguindo fazer esses exames mais cedo, mas todos, inclusive pacientes do SUS, devem buscar diagnósticos precoces por meio de especialistas”, destacou Dr. Pompeu.

Fernando Pompeu Hospital São CamiloFernando Pompeu é atualmente Diretor Médico e de Práticas Assistenciais da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo (Unidades Pompeia, Santana e Ipiranga). Foto: Yuri Villaça/Gazeta de S. Paulo

Quando identificado em estágios iniciais, o índice de sucesso no tratamento pode ultrapassar 90%.

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O acompanhamento contínuo após a alta também faz parte da estratégia adotada pela rede, que monitora indicadores de qualidade de vida dos pacientes por até três anos após o tratamento.