Estudo revela que ômega-3 pode reduzir agressividade em até 28%

Pesquisa da Universidade da Pensilvânia indica impacto positivo do nutriente no comportamento

Suplementação mostrou efeito consistente em homens, mulheres, crianças e adultos.

Suplementação mostrou efeito consistente em homens, mulheres, crianças e adultos. | Freepik

O consumo de ômega-3, substância encontrada em peixes como salmão e sardinha, pode reduzir significativamente a agressividade em humanos. É o que indica um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

A pesquisa sugere que a suplementação regular de ômega-3 está associada a uma queda média de 28% nos níveis de agressividade, tanto física quanto verbal. O resultado chama a atenção por envolver diferentes faixas etárias e contextos sociais.

Além disso, os cientistas destacam que o efeito foi observado em homens, mulheres, crianças e adultos. Ou seja, o impacto positivo do ômega-3 na agressividade parece ser amplo e consistente.

Como o ômega-3 age no cérebro

O ômega-3 atua diretamente no funcionamento do cérebro. Ele contribui para a comunicação entre neurônios e ajuda a regular substâncias químicas ligadas ao humor e ao comportamento.

Segundo os pesquisadores, o nutriente pode reduzir inflamações cerebrais e melhorar o controle dos impulsos. Por isso, o ômega-3 já é estudado há anos por seus efeitos na depressão, ansiedade e outros transtornos mentais.

Agora, as evidências reforçam também seu papel no controle da agressividade, um comportamento associado a fatores biológicos e ambientais.

O que diz o estudo sobre ômega-3 e agressividade

A análise reuniu dados de diversos ensaios clínicos realizados ao longo de anos. De acordo com os autores, a redução média de 28% na agressividade foi considerada estatisticamente significativa.

O estudo aponta que a suplementação de ômega-3 é simples, acessível e apresenta baixo risco de efeitos colaterais quando orientada por profissionais de saúde.

Vale a pena suplementar o ômega-3

Especialistas alertam que a decisão deve ser individualizada. Embora o ômega-3 esteja presente em alimentos como peixes, nozes e sementes, nem todas as pessoas consomem a quantidade ideal.

Antes de iniciar qualquer suplementação, é fundamental buscar orientação médica. Ainda assim, os resultados reforçam o papel da alimentação equilibrada na saúde mental e no comportamento.