Ir ao dentista pode prevenir um derrame e um ataque cardíaco; entenda a relação

Especialista explica como bactérias da boca podem chegar à corrente sanguínea e aumentar riscos de doenças

Sangramento, inchaço e mau hálito persistente entram na lista de sinais que pedem avaliação profissional

Sangramento, inchaço e mau hálito persistente entram na lista de sinais que pedem avaliação profissional | Freepik

Pouca gente imagina, mas cuidar dos dentes com atenção e tratar problemas bucais no tempo certo pode ajudar a preservar a saúde geral e até aumentar a expectativa de vida.

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Essa avaliação foi feita pelo dentista Jonathan B. Levin, em entrevista ao New York Post. A seguir, entenda como essa relação funciona.

A boca afeta o corpo inteiro

A ligação entre a saúde bucal e o funcionamento de outros órgãos já aparece de forma consistente em diferentes estudos.

Doenças gengivais, causadas pelo acúmulo de placa bacteriana devido à higiene inadequada, estão associadas ao aumento do risco de problemas cardíacos, derrame, diabetes, demência, pneumonia, artrite reumatoide, parto prematuro e até alguns tipos de câncer.

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“Sabe o que é? A bactéria que causa inflamação na boca acaba em todas essas áreas do corpo onde causam essas doenças”, explicou Levin.

Essas bactérias conseguem entrar na corrente sanguínea e atingir outras regiões do organismo, favorecendo processos inflamatórios contínuos.

Consequências que podem ser graves

Um exemplo é a bactéria Porphyromonas gingivalis, considerada uma das principais causas de inflamação crônica na cavidade oral. Ela pode se deslocar para os intestinos, cérebro, artéria carótida e outros órgãos, ampliando os riscos ao longo do tempo.

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As consequências podem ser graves. Um estudo publicado no Journal of Clinical Periodontology, em 2021, analisou pacientes com COVID-19 e observou que aqueles com periodontite tinham 8,8 vezes mais chance de morrer do que pessoas com gengivas saudáveis.

“Especialistas que estudam longevidade geralmente citam quatro pilares principais: sono adequado, nutrição balanceada, atividade física regular e vida consciente. E eu acrescentaria mais um quinto fator importante: a saúde bucal”, disse o dentista.

Hábitos diários que reduzem os riscos

Para controlar a ação de bactérias nocivas, especialistas indicam práticas simples e constantes no dia a dia. São elas:

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  • Escovar os dentes ao menos três vezes ao dia com creme dental fluoretado, alcançando a linha da gengiva;
  • Usar fio dental diariamente para remover resíduos onde a escova não alcança;
  • Higienizar a língua todos os dias para diminuir o acúmulo de bactérias;
  • Consultar o dentista a cada seis meses para limpeza profissional e avaliação;
  • Evitar o tabagismo, que prejudica a gengiva e a resposta do organismo;
  • Reduzir o consumo de açúcar, que favorece a proliferação bacteriana;
  • Trocar a escova de dentes a cada três ou quatro meses.

Sinais de alerta que não devem ser ignorados

Mau hálito persistente, sangramento gengival, inchaço, dentes amolecidos ou gosto ruim contínuo na boca podem indicar infecções avançadas. Nesses casos, a avaliação profissional não deve ser adiada.

Se houver suspeita de inflamação, vale também entender como identificar e tratar problemas comuns, como a gengivite, antes que o quadro avance.