Em meio à alta de casos respiratórios no país, o Chile determinou a volta do uso obrigatório de máscaras em serviços de urgência.
A informação foi divulgada no início desta semana pelo Ministério da Saúde do Chile, e a medida passa a valer a partir de 1º de abril.
Entre os fatores que levaram à decisão está o aumento da circulação de vírus que causam a Covid-19, a gripe e a bronquiolite infantil, em meio à chegada do inverno, estação que começa no final de junho.
No Brasil, os casos relacionados a doenças respiratórias também têm aumentado. Segundo divulgado pela Fiocruz em seu último boletim InfoGripe, o cenário atual sugere aumento nas tendências de longo e curto prazo de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Cenário no Brasil
De acordo com o boletim InfoGripe, o país apresenta tendência de alta tanto no curto quanto no longo prazo para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Nas últimas semanas, o avanço foi observado tanto no período mais recente, de três semanas, quanto na análise ampliada das últimas seis semanas. Em 2026, já foram notificados 24.281 casos de SRAG em todo o país.
Desse total, 9.443 registros tiveram resultado positivo para vírus respiratórios, enquanto 9.951 foram descartados e 3.085 ainda aguardam confirmação laboratorial.
Medida no Chile
O governo chileno decidiu retomar a obrigatoriedade do uso de máscaras em serviços de urgência diante do avanço de vírus respiratórios no país.
A regra passa a valer em unidades públicas e privadas a partir de 1º de abril e segue até o fim de agosto, período de maior circulação dessas doenças.
Segundo o Ministério da Saúde local, a decisão busca reduzir contágios em ambientes com maior fluxo de pacientes e risco de transmissão.
“Queremos informar aos pacientes e profissionais de saúde que, a partir de 1º de abril, o uso de máscaras será obrigatório nos serviços de urgência”, informou o subsecretário de Redes Assistenciais, Julio Montt.
