Metanol: quais cuidados com bebidas devem ser tomados durante o Carnaval

Principal orientação das autoridades é a de evitar a compra de bebidas de procedência duvidosa

Por se tratar da véspera do feriado mais aguardado do ano, a Capital recebe um grande número de blocos em todas as regiões

Carnaval tem potencial para haver aumento de intoxicações por metanol | Alex Ferro/Riotur

Uma nova morte causada por bebida batizada com metanol, a 12ª registrada em São Paulo desde o início da crise sanitária, reacendeu o alerta para o risco de tomar drinques alcoólicos sem procedência conhecida. Esse temor aumenta durante o Carnaval, quando há o crescimento do consumo, principalmente em pontos não oficiais.

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A vítima fatal mais recente foi um jovem de 26 anos morador de Mauá, na Grande São Paulo. Após consumo de vodca, ele foi atendido inicialmente em uma UPA em 19 de janeiro. No dia seguinte foi transferido para Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini. Ele morreu em 29 de janeiro.

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Por isso, a principal orientação das autoridades é a de evitar a compra de bebidas de procedência duvidosa.

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O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo também recomenda que bares e outros estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos.

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Efeitos do metanol

O metanol é uma substância altamente tóxica que causa diversos sintomas graves quando ingerida, e pode até levar à morte em casos não tratados ou em altas ingestões. Um dos sintomas mais característicos é a cegueira, tanto temporária quanto permanente.

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Em geral, o produto é inserido em bebidas para reduzir custos ou aumentar artificialmente o teor alcoólico.

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Para se proteger no Carnaval

  • Evite álcool de procedência desconhecida;
  • prefira bebidas lacradas e abertas na sua frente;
  • desconfie de preços baixos demais;
  • não aceite bebidas de desconhecidos.

Sintomas

Os principais sintomas de uma intoxicação por metanol costumam aparecer por fases. Entenda:

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Fase inicial (0 a 6 horas)

Logo após a ingestão, o metanol age como um depressor do sistema nervoso central, de forma muito similar ao álcool comum.

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  • Tontura e falta de coordenação motora.
  • Euforia ou sedação.
  • Náuseas e vômitos.
  • Dor abdominal leve.

Fase de latência (6 a 30 horas)

Os sintomas iniciais parecem passar, mas o corpo está transformando o metanol em ácido fórmico, uma substância altamente tóxica.

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Sintomas graves (após o período de latência)

Quando o ácido fórmico se acumula, começam os danos celulares graves:

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  • Distúrbios Visuais: o paciente relata visão embaçada, “neve visual” (ver pontos brancos), sensibilidade à luz e, em casos graves, cegueira súbita.
  • Acidose Metabólica: o sangue se torna ácido, causando respiração rápida e profunda (falta de ar).
  • Danos Neurológicos: confusão mental severa, convulsões e até coma.
  • Insuficiência Renal: o metabolismo do metanol pode levar à falha dos rins.

Em caso de suspeita de ter consumido uma bebida com a substância tóxica, é preciso procurar um pronto-socorro imediatamente.