Após a morte do influenciador Henrique Maderite, vítima de um ataque cardíaco, o debate sobre o “sinal de Frank” voltou à tona. Trata-se de uma dobra diagonal no lóbulo da orelha que ele apresentava.
No entanto, especialistas alertam que essa não é a única alteração física que pode sinalizar que o coração pede socorro.
Marcas na pele e dobras específicas em outras regiões podem servir como um alerta precoce para a aterosclerose, doença caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias que pode levar ao infarto e ao AVC.
O que é o ‘Sinal de Frank’?
Descrito originalmente em 1973, o sinal de Frank é uma prega diagonal no lóbulo da orelha. Estudos clínicos encontraram uma correlação estatística entre essa marca e a presença de gordura nas artérias coronárias.
Em casos mais acentuados, o lóbulo pode parecer quase dividido em dois.
O sinal isolado significa perigo imediato?
Não há motivo para pânico. Especialistas reforçam que essas marcas são interpretadas como marcadores de envelhecimento vascular e não fecham um diagnóstico sozinhas.
“O sinal isolado não determina a doença”, explica o cardiologista Eduardo Lima ao g1. Ele deve ser analisado por um médico dentro de uma avaliação completa (anamnese), que considere fatores como histórico familiar, tabagismo, diabetes e níveis de colesterol.
Outros sinais de alerta no corpo
Além da marca na orelha, a medicina identifica outros achados físicos importantes:
- Prega Anterotragal: localizada no tragus (pequena saliência da orelha próxima ao rosto), essa dobra também está associada à doença coronariana. Quando o sinal de Frank e a prega anterotragal aparecem juntos, a suspeita clínica de problemas vasculares aumenta;
- Xantelasmas: são pequenas placas amareladas de gordura que surgem nas pálpebras. Segundo um estudo dinamarquês, pessoas com essas marcas têm 48% mais chances de sofrer um infarto, pois indicam distúrbios de colesterol no sangue;
- Xantomas: depósitos de gordura que aparecem em tendões, mãos ou calcanhares. Eles podem deixar as regiões inchadas e doloridas, refletindo níveis críticos de gordura que favorecem a aterosclerose.
O valor do alerta precoce
A principal utilidade desses sinais é servir como um “aviso antecipado” para que o paciente busque orientação médica antes que um evento grave ocorra. A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz:
- Controle rigoroso do colesterol;
- Prática regular de atividades físicas;
- Abandono do tabagismo;
- Acompanhamento médico periódico.
