Um vírus presente em cerca de 95% das pessoas no mundo pode estar mais perto de ser controlado. Cientistas identificaram pontos fracos do vírus Epstein-Barr (EBV), ligado a doenças como câncer e esclerose múltipla, e abriram caminho para impedir que ele infecte o organismo.
A descoberta foi publicada em 2026 na revista científica Cell Reports Medicine, em estudo liderado pela pesquisadora Crystal B. Chhan. Os cientistas conseguiram desenvolver uma estratégia que bloqueia a entrada do vírus nas células humanas.
O EBV é altamente comum e costuma infectar as chamadas células B do sistema imunológico, o que dificulta a reação do corpo e favorece a permanência do vírus no organismo por toda a vida.
No estudo, os pesquisadores identificaram duas “portas de entrada” usadas pelo vírus: as proteínas gp350 e gp42. A partir delas, criaram anticorpos capazes de barrar a infecção. Em laboratório, um desses anticorpos conseguiu impedir totalmente a infecção, enquanto outro reduziu significativamente o avanço do vírus.
Embora muitas pessoas nunca apresentem sintomas, o EBV está associado a doenças graves, como linfomas, leucemias e complicações em pacientes com baixa imunidade, como transplantados.
Proteção das pessoas
O principal impacto da descoberta está na prevenção. Em vez de tratar doenças depois que aparecem, a ideia é impedir que o vírus entre no corpo, o que pode reduzir casos de doenças associadas e proteger pessoas mais vulneráveis.
Apesar dos resultados animadores, a pesquisa ainda está em fase inicial. Os próximos passos incluem testes em humanos e estudos para garantir segurança e eficácia.
Mesmo assim, os cientistas consideram o avanço importante. Encontrar uma “fraqueza” em um vírus tão comum pode mudar a forma como essas infecções são combatidas no futuro.
