Vitamina D baixa? Tomar sol nem sempre resolve e o problema pode ser interno

Quando o exame segue alterado, intestino e fígado entram na investigação e mudam o rumo do diagnóstico

Quando existem fatores pré-existentes, nem mesmo o consumo da vitamina ou a exposição solar são capazes de permitir a absorção dela

Quando existem fatores pré-existentes, nem mesmo o consumo da vitamina ou a exposição solar são capazes de permitir a absorção dela | Freepik

Níveis baixos de vitamina D costumam ser atribuídos à pouca exposição solar. Só que essa explicação nem sempre é a única ou mais importante. Em alguns casos, o problema se origina nos órgãos que não conseguem absorver a vitamina D adequadamente, seja por inflamação ou outras razões.

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Geralmente, a crença de que apenas a falta de exposição à luz solar gera deficiência nessa vitamina leva pessoas a se frustrar. Pois a mera exposição não é capaz de suprir essa demanda por vitamina D, e, em casos mais graves, isso pode impedir a absorção até de suplementos vitamínicos.

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Trilha da vitamina D no corpo

A vitamina D é lipossolúvel, ou seja, ela depende da absorção de gordura no intestino para entrar na circulação. Depois, passa pelo fígado, onde sofre a primeira transformação, antes de seguir para os rins.

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É importante saber por onde passa a vitamina, para saber que qualquer problema no caminho pode afetar sua absorção. Quando uma dessas fases falha, a vitamina pode cair mesmo em quem se expõe ao sol com frequência ou já tentou corrigir a alimentação no dia a dia.

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Em muitos casos, o alerta aparece quando surgem sinais menos conhecidos da falta de vitamina D, como cansaço, fraqueza muscular e dores difusas, ou quando o nutriente aparece baixo em exames de rotina.

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A vitamina D é produzida pelo corpo ao entrar em contato com a radiação solar. Porém, existem fontes externas alimentares ricas nesse nutriente, como peixes gordurosos, fígado e laticínios fortificados (Foto: pch.vector / Freepik)A vitamina D é produzida pelo corpo ao entrar em contato com a radiação solar. Porém, existem fontes externas alimentares ricas nesse nutriente, como peixes gordurosos, fígado e laticínios fortificados (Foto: pch.vector / Freepik)

Importância dos órgãos, e suas falhas

Uma revisão publicada na revista Nutrients reuniu estudos e apontou que pessoas com doenças inflamatórias intestinais e doença celíaca tendem a apresentar níveis menores de vitamina D. 

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Quando há inflamação persistente, lesão da mucosa ou má absorção de gorduras, o intestino e o fígado perdem eficiência. Como a vitamina D depende justamente desse caminho para ser aproveitada, o organismo passa a usar menos do que recebe pela dieta ou pelo suplemento.

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O fígado participa da primeira ativação da vitamina. Se está inflamado ou doente, essa conversão pode perder eficiência, o que ajuda a explicar resultados ruins mesmo sem uma queda óbvia na ingestão (Foto: Julos / Freepik)O fígado participa da primeira ativação da vitamina. Se está inflamado ou doente, essa conversão pode perder eficiência, o que ajuda a explicar resultados ruins mesmo sem uma queda óbvia na ingestão (Foto: Julos / Freepik)

Outra revisão, voltada às doenças hepáticas crônicas, descreveu esse mecanismo com mais detalhe. Em quadros ligados aos sintomas mais comuns de gordura no fígado, por exemplo, a etapa de ativação pode ficar comprometida.

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Isso não significa que toda vitamina D baixa aponta para doença digestiva ou hepática. Exposição solar insuficiente, envelhecimento, pele mais escura e dieta pobre continuam importantes. A diferença é que eles não explicam todos os casos sozinhos.