VO2 máximo ganha atenção junto do colesterol, veja a importância fôlego

Estudos apontam que a aptidão cardiorrespiratória pode prever risco de morte e doenças cardíacas com impacto semelhante ou até superior aos exames tradicionais de sangue

Teste ergométrico mede o VO2 máximo e ajuda a avaliar o risco cardiovascular além do colesterol.

Teste ergométrico mede o VO2 máximo e ajuda a avaliar o risco cardiovascular além do colesterol. | Pexels

O VO2 máximo, indicador da capacidade do corpo de usar oxigênio durante o exercício, passou a receber atenção semelhante à do colesterol em consultórios. Estudos associam níveis mais altos de aptidão cardiorrespiratória a menor risco de morte e doenças cardiovasculares.

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Pesquisas publicadas em revistas científicas e diretrizes médicas recentes apontam que medir o fôlego pode ajudar a prever risco de infarto, AVC e mortalidade geral com precisão comparável, e em alguns casos superior — à de fatores tradicionais.

A aptidão cardiorrespiratória deixou de ser apenas um dado de atletas e passou a integrar discussões sobre prevenção e longevidade. Médicos e pesquisadores defendem que o VO2 máximo funciona como um “sinal vital” da saúde metabólica e do coração.

O que é VO2 máximo e por que importa?

VO2 máximo é a quantidade máxima de oxigênio que o corpo consegue captar, transportar e utilizar durante o esforço físico intenso. O número reflete a integração entre pulmões, coração, vasos e músculos.

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Quanto maior o VO2 máximo, maior a capacidade funcional do organismo. Valores baixos indicam menor reserva fisiológica e pior resposta a situações de estresse, como infecções e cirurgias.

Os autores afirmaram que níveis muito baixos de VO2 máximo se associaram a risco de morte semelhante — ou superior — ao de doenças crônicas como diabetes e tabagismo.

Comparação com o colesterol

O colesterol segue como marcador importante. Ele mede a quantidade de lipídios no sangue e ajuda a estimar risco de placas nas artérias.

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No entanto, especialistas destacam que o VO2 máximo avalia o desempenho global do sistema cardiovascular. Ele mostra como o corpo funciona, e não apenas um componente isolado.

Diretrizes da American Heart Association passaram a recomendar que a aptidão cardiorrespiratória seja considerada um fator clínico relevante na avaliação de risco.

Em editorial publicado na revista Circulation, representantes da entidade sugeriram que o VO2 máximo seja tratado como um “sinal vital clínico”.

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Uso de cigarros eletrônicos impactam no fôlego

Estudos recentes indicam que o uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes e pods, pode comprometer a função pulmonar e reduzir a capacidade cardiorrespiratória, afetando diretamente o VO2 máximo.

Pesquisas publicadas em periódicos como o European Respiratory Journal apontam que aerossóis inalados nesses dispositivos provocam inflamação das vias aéreas, aumento da resistência pulmonar e menor eficiência nas trocas gasosas.

Na prática, isso pode se traduzir em queda no fôlego durante atividades físicas e pior desempenho em testes de esforço.

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Embora muitas vezes vendidos como alternativa menos nociva ao cigarro tradicional, vapes e pods não são inofensivos e podem impactar indicadores ligados à saúde cardiovascular e respiratória.

Por que os médicos estão atentos?

Os médicos estão de olho no VO2 máximo porque ele se mostrou um dos indicadores mais consistentes de risco de morte e doenças cardiovasculares. 

Diferente de exames isolados, como colesterol ou glicemia, o VO2 avalia o desempenho integrado de pulmões, coração, circulação e músculos.

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Especialistas destacam que o índice também responde rapidamente a mudanças no estilo de vida, o que permite acompanhar a eficácia de intervenções.

Programas de exercícios podem melhorar o sono e, ao mesmo tempo, elevar a aptidão cardiorrespiratória. Da mesma forma, adotar hábitos preventivos ajuda a reduzir fatores associados a pressão alta e principais fatores de risco cardiovasculares.

É possívem melhorar o VO2?

Sim, é possível melhorar o VO2 máximo e, na maioria dos casos, de forma relativamente rápida com treino adequado.

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O VO2 máximo responde bem a estímulos aeróbicos porque ele depende da eficiência do coração, dos pulmões e dos músculos em captar e usar oxigênio. Quando você treina, o corpo se adapta.

Entre as estratégias mais indicadas estão:

  • Treino intervalado de alta intensidade (HIIT)
  • Corrida, caminhada rápida ou ciclismo contínuo
  • Natação e outros exercícios aeróbicos regulares

Estudos mostram que poucas semanas de prática consistente já promovem melhora mensurável.

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Especialistas recomendam avaliação médica antes de iniciar programas intensos, sobretudo para pessoas sedentárias ou com doenças prévias. 

Perguntas frequentes

O que é considerado um bom VO2 máximo?
Depende da idade e do sexo. Valores variam amplamente, mas números acima da média para a faixa etária indicam menor risco cardiovascular.

Pessoas sedentárias podem melhorar o índice?
Sim. Estudos mostram que a prática regular de exercícios aeróbicos eleva o VO2 máximo progressivamente.