Exposição “Gente de Porto” é marcada pela emoção e saudades

Na véspera do Dia dos Pais, o evento recebeu a presença do pai da professora e bailarina Dayse Leite; Francisco Leite não retornava a Porto Feliz desde a morte da filha, há 31 anos

Além do pai Francisco, diversas ex-alunas compareceram e relembram saudosas histórias da ex-professora

Além do pai Francisco, diversas ex-alunas compareceram e relembram saudosas histórias da ex-professora | /PREFEITURA DE PORTO FELIZ

A emoção tomou conta de todos os presentes na exposição “Gente de Porto”, realizada pelo designer gráfico e artista plástico, Nilson Araujo, no Salão Nobre da Cultura. O evento recebeu no sábado (7), véspera do Dia dos Pais, a presença de Francisco Afonso Leite, pai da professora e bailarina Dayse Leite, falecida há 31 anos. Desde a morte da filha, Francisco nunca mais retornou a Porto Feliz.

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“É gratificante contribuir, através das ações Culturais da Prefeitura, para momentos especiais como este”, disse o Secretário Municipal de Cultura, Esportes e Turismo, Bruno Mendonça.

Deyse Leite é uma das homenageadas na exposição. Ainda morando em Ituverava, ela começou a dar aulas. Depois ensinar a dança em algumas outras cidades, ela se mudou para Porto Feliz em 1984. Na cidade Deyse Leite dava aulas de ballet clássico, jazz e sapateado, além do curso de ginástica.

Em Porto Feliz, ela produziu lindos espetáculos de dança, sendo pioneira em participar de competições no Estado de São Paulo, como por exemplo, a “Ginastrada” em 1991, onde o “Grupo de Dança Dayse Leite” recebeu o título de Campeão Regional de “Dança Moderna”. A partir daí, o grupo de dança nunca mais parou, levando o nome de Porto Feliz por todo o país.

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Em seu último espetáculo de dança no município, em dezembro de 1991, como quem previa o que aconteceria, Dayse Leite escreveu: “O show nunca vai parar porque dele depende o sonho de muitas pequenas e grandes bailarinas. É através dele que os nossos braços se alongam querendo alcançar o infinito. Afinal, a vida é uma imensa luta, e por mais que a vida gire, o meu sonho não vai morrer. Vai transformar-se em um lindo filme, cheio de paisagens bonitas, diálogos fortes e movimentos de pura emoção que irão ficar na memória de todos vocês. O meu show não vai parar, nunca”.

Semanas depois, em fevereiro de 1992, numa fatídica tarde, Dayse Leite sofreu um acidente de carro e veio a óbito. Ela tinha 31 anos. Desde a morte da filha, o pai não retornava ao município. Além dele, diversas ex-alunas compareceram para demonstrar a saudade e agradecimento a ex-professora. “A participação das as ex-alunas na recepção do pai foi muito importante. Num determinado momento elas se abraçaram em volta dele e começaram a contar histórias da professora”, contou Nilson Araujo.

Bastante emocionado com as histórias, Francisco agradeceu a homenagem a filha: “Minha filha amava tanto Porto Feliz. Eu fico muito emocionado por estar aqui na homenagem a ela”.