O suspeito de agredir a namorada e mantê-la em cárcere privado por três dias, em Várzea Paulista, obrigou a vítima a enviar áudios para uma amiga dizendo que estava bem, segundo o filho dela. As informações são do “G1”. Os nomes não foram divulgados.
O homem, de 48 anos, foi preso na última terça-feira (12). A mulher foi libertada por guardas municipais no início de maio após os vizinhos escutarem o pedido de socorro dela e acionarem a polícia.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e, depois de insistir no retorno, a vítima acabou se reaproximando dele. No entanto, o agressor vasculhou o celular da mulher e se revoltou com mensagens trocadas entre ela e a amiga, o que motivou o crime.
O filho da vítima divulgou ao “G1” os áudios enviados pela mãe a uma amiga nos quais o homem a forçava a dizer que estava tudo bem durante o período em que ela foi mantida em cárcere privado.
AMEAÇAS.
Segundo o filho, o envolvimento da mãe com o homem começou em outubro de 2019. Porém, os dois teriam se separado por cerca de três meses após o suspeito ter ameaçado agredi-la.
Posteriormente, o casal acabou se envolvendo novamente, pois o homem dizia que queria resolver os problemas e se casar com a mulher. Foi quando ela foi visitá-lo onde morava, em uma edícula localizada em Várzea Paulista, onde aconteceram as agressões.
Ele afirmou também que o homem fazia diversas ameaças à mulher e à família dela, caso ela não aceitasse continuar o relacionamento. O filho disse também que, enquanto cometia o crime, o suspeito faltou dois dias do trabalho para ficar torturando a mulher.
Após as investigações, o delegado Rafael Diório Costa, responsável pelo inquérito, pediu a prisão temporária do suspeito. O mandado foi cumprido e o investigado capturado. A polícia também recuperou o celular da mulher, que será
analisado. (GSP)
