O trem não pode parar

O País está estagnado. E não são só os números que mostram isso. Por onde se anda há comerciantes, empresários, trabalhadores e desempregados reclamando que as vendas estão fracas, que ninguém quer colocar a mão no bolso e que as empresas não estão contratando.

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A crise econômica afeta o dia a dia do brasileiro que vê seu salário ficar cada vez mais desvalorizado frente ao aumento dos preços dos alimentos dos supermercados, das contas acumulando juros altos e das dívidas que atormentam milhões de famílias.

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É o retrato do Brasil de agora. Passaram-se seis meses de um ano cheio de promessas de mudanças. Um novo governo que iria alavancar a economia e finalmente colocar o Brasil nos eixos. É preciso ter esperança, o que não é sinônimo de ficar apático aguardando algo ou alguém vir (não sei de onde) salvar o País.

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Os investidores estão desconfiados e não querem fazer grandes apostas em um país que não sai do lugar, onde o governo não toma as providências que tem que tomar para retomar o desenvolvimento. A grande aposta, a reforma da previdência, que representaria uma economia ao governo, e uma tentativa de equilíbrio das contas públicas, está engatinhando na Câmara. A proposta vai passar por todas as comissões e processos que a democracia exige, mas não na velocidade em que o País precisa.

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Enquanto se aguarda o rito ser cumprido, o entretenimento fica por conta do vazamento das mensagens trocadas entre o até então juiz da Lava Jato, Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, que combinavam trâmites processuais para prender o ex-presidente Lula e convencer a opinião pública de que ele era o chefe da grande quadrilha que governou o País. Não é desmerecer e nem querer passar por cima da enorme gravidade e consequências que pode acarretar o fato de um juiz não ser neutro como presume a lei, mas é preciso elucidar que o interesse do País está ficando para trás.

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Frases polêmicas, vazamentos de mensagens, decretos de armas, troca de tuítes, Lula preso ou Lula livre. Nenhuma dessas opções vai ser útil para tirar o País da inanição. A impressão que se tem é que o tempo está passando e nenhuma providência concreta foi colocada em prática para diminuir as consequências da crise econômica, onde ela realmente mais dói: na população. Enquanto isso, a locomotiva vai andando quase que por osmose e o maquinista está mais preocupado em ser aplaudido no estádio.