Cânion brasileiro passa por rio de 538 km e tem gravuras com milhares de anos

Paredões de até 60 metros, trilhas e sítios arqueológicos fazem do Cânion do Poti um dos cenários mais impressionantes do Nordeste brasileiro

Destino oferece passeios de barco, caiaque e caminhadas por áreas preservadas (Foto: Reprodução YouTube)

Destino oferece passeios de barco, caiaque e caminhadas por áreas preservadas (Foto: Reprodução YouTube)

Na divisa entre Piauí e Ceará, o Cânion do Poti abriga uma das paisagens mais impressionantes do Nordeste.

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Esculpido pela ação das águas ao longo de milhões de anos, o local possui formações rochosas monumentais, trechos navegáveis do Rio Poti e importantes registros arqueológicos.

O rio percorre 538 km de extensão, enquanto o trecho em formato de cânion se estende por cerca de 180 km.

Em alguns pontos, os paredões alcançam até 60 metros de altura, formando um cenário que atrai turistas, pesquisadores e amantes da natureza.

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Vale moldado pelo tempo

O Cânion do Poti foi formado pela erosão das águas sobre rochas sedimentares ao longo de aproximadamente 80 a 90 milhões de anos.

O processo criou um vale profundo que corta a região da Serra da Ibiapaba, entre os municípios de Buriti dos Montes, Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí.

Trilhas, passeios e cenários impressionantes

A navegação pelo Rio Poti é uma das atividades mais procuradas pelos visitantes. Passeios de barco, lancha e caiaque permitem observar de perto as formações rochosas que acompanham o curso do rio.

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Segundo o mapa oficial do Cânion, também é possível percorrer a Rota do Rio Poti, a Rota de Barco, a Rota de Caiaque, a Trilha das Gravuras Rupestres, a Trilha das Pinturas Rupestres e as Trilhas Panorâmicas, que levam a mirantes naturais e áreas de grande valor histórico.

O roteiro inclui ainda atrativos como o Poço do Canalão, a Cachoeira da Lembrada e a Cachoeira do Poço da Cruz.

Gravuras deixadas há milhares de anos

Além das belezas naturais, o cânion guarda um dos patrimônios arqueológicos mais importantes da região. As rochas são cercadas de petróglifos, gravuras produzidas por antigos povos que habitaram o território há milhares de anos.

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Os registros podem ser observados em sítios arqueológicos como Conceição dos Marreiros e Poço Comprido.

Os desenhos e símbolos gravados nas pedras ajudam a revelar aspectos da ocupação humana muito antes da chegada dos colonizadores.

A importância histórica da área contribuiu para a criação do Parque Estadual Cânion do Rio Poti, medida que ampliou a proteção dos sítios arqueológicos e dos ecossistemas locais.

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Como visitar o Cânion do Poti

Segundo o portal oficial do Cânion, a melhor época para conhecer o destino vai de maio a setembro, quando as chuvas são menos frequentes e as condições para trilhas e passeios costumam ser mais favoráveis.

Os acessos principais ficam em Buriti dos Montes, Juazeiro do Piauí e Castelo do Piauí, onde há pousadas, áreas de camping e restaurantes com pratos típicos da culinária piauiense.

O acesso ao parque é gratuito, mas a presença de guias ou condutores é obrigatória.

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Para a visita, é importante levar roupas leves, calçados confortáveis, protetor solar, chapéu, lanterna e bastante água.