Parque gigante de 20 mil hectares a 1.000 metros de altitude corta quatro cidades brasileiras

Localizado na região serrana do Rio de Janeiro, o parque abriga centenas de trilhas, cachoeiras e montanhas preservadas

Unidade de conservação atravessa quatro municípios e recebe visitantes interessados em caminhadas, paisagens de altitude e contato direto com a natureza

Unidade de conservação atravessa quatro municípios e recebe visitantes interessados em caminhadas, paisagens de altitude e contato direto com a natureza | Carlos Perez Couto/Wikimedia Commons

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos, localizado no estado do Rio de Janeiro, impressiona o curioso logo pelos números.

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São mais de 20 mil hectares de trilhas espalhados por uma área extensa da serra fluminense, em altitudes que passam de 1.000 metros em diversos pontos.

A unidade de conservação protege uma das regiões mais preservadas da Mata Atlântica. O parque abriga montanhas, cachoeiras e formações rochosas que se tornaram referência para quem busca contato direto com a natureza.

A seguir, confira a história desse gigante, os pontos mais visitados e como conhecer o parque de perto.

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História, fatos curiosos e cidades que o parque corta

O parque foi criado em 1939 pelo o Decreto-Lei nº 1.822,e está entre os mais antigos do País.

A medida teve como objetivo preservar a vegetação da Serra do Mar e garantir a proteção das nascentes que abastecem cidades da região.

Um fato curioso é que o território se espalha por quatro municípios do estado do Rio de Janeiro. Ele atravessa áreas de Teresópolis, Petrópolis, Guapimirim e Magé. Essa característica faz com que o acesso possa ser feito por diferentes entradas.

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 Parque Nacional da Serra dos Órgãos atravessa os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Guapimirim e Magé (Foto: Amanda Leal Ribeiro/Wikimedia Commons)

Outro detalhe que chama atenção é a origem do nome da serra. As montanhas possuem formato vertical e alinhado, lembrando os tubos de um órgão musical usado em igrejas antigas. 

Segundo a prefeitura de Teresópolis, a Serra dos Órgãos abriga mais de 2.800 espécies de plantas e 700 espécies de animais, incluindo grupos ameaçados e nativos da região.

Outro destino com grande latitude que têm chamado a atenção fica a cerca de três horas de São Paulo no Parque Nacional da Serra da Bocaina.

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Pontos mais visitados do parque 

Parque Nacional da Serra dos Órgãos possui centenas de atrações naturais que você precisa conhecer (Foto: Atiradorb9/Wikimedia Commons)

Entre as atrações mais conhecidas está o Dedo de Deus, formação rochosa que virou um dos símbolos da região serrana. O pico pode ser visto de longe e é um dos cenários mais fotografados do parque.

Outro destino bastante procurado é a Pedra do Sino, o ponto mais alto do parque, com 2.275 metros de altitude. A trilha até o topo costuma levar um dia inteiro e recompensa os visitantes com uma vista ampla da serra.

Considerada uma das caminhadas mais bonitas do Brasil, a Travessia Petrópolis-Teresópolis impressiona quem se arrisca nos 30 km de extensão comum nascer do sol inesquecível e formações rochosas imponentes.

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Para quem prefere atividades mais leves, existem cachoeiras e poços naturais próximos às áreas de entrada. Esses locais são indicados para banho e passeios em família, principalmente nos fins de semana e feriados.

De forma semelhante, o Parque Nacional de Itatiaia, em São Paulo, se destaca pelas quedas d’água imponentes e por ser o mais antigo do Brasil.

Guia de visitação

O funcionamento do Parque Nacional da Serra dos Órgãos segue um calendário fixo ao longo do ano (Foto: João D’Andretta/Wikimedia Commons)

O funcionamento do Parque Nacional da Serra dos Órgãos segue um calendário fixo ao longo do ano.

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Ele abre de terça a domingo e também recebe visitantes em feriados nacionais e estaduais. Às segundas-feiras, as áreas permanecem fechadas para manutenção e organização das trilhas.

Em geral, o horário de visitação vai das 7h às 16h, embora cada sede tenha regras próprias que devem ser verificadas antes da viagem no site do ICMBio.

Antes de iniciar qualquer trilha, a recomendação é levar roupas confortáveis, água e proteção contra chuva. Em áreas de maior altitude, as temperaturas podem cair rapidamente, principalmente durante o inverno.

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Algumas regras são obrigatórias para todos os visitantes. Não é permitido alimentar animais, recolher plantas ou entrar com garrafas de vidro. O respeito a essas orientações ajuda a preservar o ambiente natural da região.

Como chegar

Conheça a rota até o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no estado do Rio de Janeiro (Foto: Achernicharo/Wikimedia Commons)

Quem segue em direção à sede de Teresópolis costuma utilizar a rodovia BR 116, conhecida como Rio Bahia. O acesso é direto e bem sinalizado, facilitando a chegada para quem vem da capital ou de cidades próximas.

Já a entrada localizada em Petrópolis pode ser alcançada pela BR 040, uma das principais ligações entre o interior e a região metropolitana. A partir do centro da cidade, o trajeto segue por estradas locais até a portaria.

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Para quem pretende visitar a sede de Guapimirim, o caminho também envolve a BR 116. Essa entrada fica mais próxima do nível do mar e costuma ser escolhida por visitantes que procuram passeios curtos e trilhas de menor duração.