Bate e volta saindo de SP: a cachoeira que era “selvagem” e agora virou destino para todos

Proprietários dizem que a cachoeira Carlos Euler recebeu 38 mil turistas desde o início das reformas na propriedade, a maioria oriunda de SP

Cachoeira Carlos Euler impressiona por tamanho e imponência

Cachoeira Carlos Euler impressiona por tamanho e imponência | Luiz Dias

Alta, imponente e conhecida pelo rapel, a Cachoeira Carlos Euler está de cara nova. De ponto de encontro para quem busca aventura, virou também um destino aberto a todos os públicos, em Minas Gerais.

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Em entrevista à Gazeta de S.Paulo, responsáveis pelo espaço detalham a revitalização de uma área antes abandonada e conhecida por um nicho, que agora tenta se firmar como destino turístico.

Uma cachoeira que virou ponto de encontro

A Carlos Euler já era conhecida entre grupos de rapel, mas por muito tempo ficou restrita a quem encarava mato fechado e a pegada mais selvagem do lugar. Na prática, era um ponto isolado e sem estrutura.

O proprietário Douglas Barbosa, seu sócio Miguel e seu parceiro Marcello Matos começaram a investir no local há cerca de 8 meses. Os principais esforços foram para reconstruir a estrutura básica da propriedade, que estava em ruínas.

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A reforma da estrutura principal da propriedade é recenteA reforma da estrutura principal da propriedade é recente (Foto: Luiz Dias)

Segundo Barbosa, as mudanças já atraíram cerca de 38 mil turistas desde o início das reformas, a maioria deles de São Paulo. Ele afirma que os valores aplicados são reinvestimentos do lucro do próprio local.

Espaço em construção prevê servir snacks rápidos como dadinhos de tapioca e pipocaEspaço em construção prevê servir snacks rápidos como dadinhos de tapioca e pipoca (Foto: Luiz Dias)

Diversão para todos

Para quem quer visitar, a área oferece atividades para diferentes perfis. Turistas casuais encontram pontos para montar barracas de acampamento e poços do rio para banho.

Já para quem busca adrenalina, a cachoeira segue como ponto de encontro de praticantes de rapel. São 100 metros em um paredão de rocha, com uma das quedas mais marcantes de Minas Gerais.

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Quem está montando um roteiro pelo Estado também costuma pesquisar uma lista de cachoeiras em Minas Gerais para comparar acessos, trilhas e perfis de passeio.

Em foto, as pessoas parecem formigas diante da imensidão da Carlos EulerEm foto, as pessoas parecem formigas diante da imensidão da Carlos Euler (Foto: Sara Carvalho)

Entrada acessível por trilha curta

O acesso até a queda passa por uma trilha relativamente curta, estimada entre 10 e 15 minutos. Em dias chuvosos, a lama pode virar um obstáculo no caminho.

Para chegar ao ponto mais alto, o mirante, há uma trilha íngreme de mais dez minutos. É no mirante que ficam os pontos de fixação para a prática do rapel.

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Esse é o trajeto principal, mas outra trilha curta, próxima, leva a um trecho de rio com poços rasos para banho. Além disso, a propriedade conta com outras duas cachoeiras menores, ainda sem trilhas totalmente acessíveis.

Na hora de planejar a viagem saindo da capital paulista, muita gente também olha destinos como a terra das cachoeiras perto de São Paulo, que reúne trilhas e poços em Minas.

Taxas, regras e o que entra na conta

Os valores variam conforme o serviço escolhido, segundo os responsáveis.

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  • Entrada para visitação: R$ 10
  • Atividade remunerada dentro da área, como o rapel: taxa de R$ 25
  • Dia no camping: R$ 35 por pessoa
  • Diária com pernoite: R$ 50 por pessoa

Comida, café e apoio perto da água

A distância de centros comerciais não impede o acesso à comida. A propriedade oferece refeições completas por R$ 16 no café da manhã e R$ 45 no almoço.

O cardápio inclui clássicos da cozinha mineira, como angu, queijo frescal, bolo de fubá e costelinha mineira. As refeições funcionam apenas por agendamento.

Segundo os responsáveis, o local ainda está no processo de conseguir licença de operações gastronômicas com a Vigilância Sanitária.

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Estrutura em expansão, com pé no chão

Além das melhorias já anunciadas, os proprietários pretendem estender a área de camping para mais sete decks e abrir uma lojinha para venda de produtos locais.

Barbosa diz que um dos focos é o desenvolvimento da região, com venda de itens como queijo, mel, geleias e artesanato.

Toda a mobília da propriedade é feita de materiais reciclados, principalmente de obrasToda a mobília da propriedade é feita de materiais reciclados, principalmente de obras (Foto: Luiz Dias)

A proposta, como eles descrevem, é desenvolver o destino com mais organização, trilhas melhores e um modelo de visitação que combine aventura e descanso.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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