Em meio a montanhas e labirintos, está localizada a cidade de Chefchaouen, mundialmente conhecida como a Pérola Azul do Marrocos.
O cenário é de escadarias, muros e fachadas em diferentes tons de azul.
Para os marroquinos, Chefchaouen é uma medina. No dialeto local, a palavra significa cidade e também nomeia a parte antiga da infraestrutura, que contrasta com a modernidade ao redor.
Chefchaouen, por sua vez, é uma das medinas mais famosas do Marrocos por uma razão peculiar.
Das ruas às fachadas, o azul domina tudo, como se não houvesse diferença entre os tijolos e o céu.
De onde veio esse toque especial
Historiadores associam a cor azul à presença de comunidades judaicas na região, por volta do século 15.
A ideia seria ligar a cor ao céu e aproximar o divino do dia a dia dos moradores.
Outras explicações apontam que o azul pode estar ligado à proteção contra mosquitos.
Parte dos habitantes relata que o pigmento ajuda a afastar insetos e outros pequenos animais, como uma barreira sensorial.
Também é comum ouvir que a pintura contribui para manter as casas mais frescas pois em dias quentes, a sensação térmica pode ficar mais amena dentro de alguns imóveis.
O que fazer por lá
Referência no turismo urbano, Chefchaouen reúne pontos turísticos que cabem bem em um roteiro a pé.
O ambiente calmo proporciona ao turista uma experiência de relaxamento, podendo caminhar pelas ruas da medina e apreciar as belezas locais.
Mesmo assim, há mais a fazer do que se perder pelas ruelas.
O visitante pode começar pelo coração da cidade, a praça Uta el-Hammam, ponto tradicional para comprar lembranças e experimentar a comida local.
Outra parada possível é a praça Bab el-Sor, que também rende fotos e um passeio tranquilo.
Para diversificar, vale incluir a Mesquita Espanhola, conhecida pela vista e pelo pôr do sol.
No fim do dia, a Cascata de Ras el-Maa entra como um respiro do roteiro.
Além da água, o local permite acompanhar um pouco do cotidiano de quem vive na região.


