Piscina em vulcão reabre: saiba como visitar o Ilhéu de Vila Franca nos Açores

A reabertura é real, mas a piscina natural terá acesso controlado a 400 visitantes por dia

Após ficar interditado em 2025 por causa da qualidade da água, o Ilhéu de Vila Franca do Campo voltará a receber banhistas na época balnear de 2026, com regras mais rígidas de preservação.

Após ficar interditado em 2025 por causa da qualidade da água, o Ilhéu de Vila Franca do Campo voltará a receber banhistas na época balnear de 2026, com regras mais rígidas de preservação. | Reprodução/Youtube

O Ilhéu de Vila Franca do Campo, um dos cenários mais deslumbrantes do arquipélago dos Açores, anunciou oficialmente a reabertura para visitação pública.

Continua após a publicidade

Este antigo vulcão, cuja cratera submersa formou uma piscina natural perfeitamente circular, é o cartão-postal mais cobiçado da ilha de São Miguel, atraindo viajantes do mundo todo.

A experiência de nadar no interior de uma cratera vulcânica é rara e exige planejamento. Conhecido localmente como a “Princesa do Anel”, o ilhéu oferece águas calmas e transparentes que contrastam com o azul profundo do Oceano Atlântico ao seu redor.

A beleza do local não é apenas estética; trata-se de uma Reserva Natural de alta importância. As paredes rochosas servem de abrigo para aves marinhas, enquanto o fundo arenoso da piscina é um berçário para diversas espécies de peixes.

Continua após a publicidade

O ritual da travessia e o limite de preservação

Para manter o equilíbrio ecológico, as autoridades açorianas impõem um limite rigoroso de visitantes simultâneos. Essa medida é fundamental para evitar o desgaste do solo vulcânico e garantir a balneabilidade da água.

O trajeto começa no cais de Vila Franca do Campo. Embarcações autorizadas fazem o percurso de cerca de dez minutos, proporcionando uma vista panorâmica da costa sul de São Miguel antes de adentrar o canal do ilhéu.

Sem bares ou lojas, o ilhéu foca no turismo de baixo impacto para proteger o ecossistema local. Foto: Reprodução/Youtube

A gestão do fluxo turístico faz parte das melhores práticas de sustentabilidade adotadas na região. O objetivo é que a presença humana não comprometa o ecossistema que torna este lugar único no planeta.

Continua após a publicidade

Especialistas em geologia destacam que o ilhéu é um vulcão do tipo surtseiano. Sua formação ocorreu há milhares de anos, resultando em uma estrutura geológica fascinante que hoje serve como um laboratório natural vivo.

Mergulho em águas cristalinas e observação marinha

Ao desembarcar, o visitante encontra um cenário de paz absoluta. A entrada da água, o “Boquete”, permite que as ondas do mar aberto cheguem suavizadas, mantendo a piscina natural sempre renovada e segura para o banho.

O snorkeling é a atividade obrigatória. Com uma máscara simples, é possível observar cardumes de peixes-rei, sargos e, ocasionalmente, polvos que se escondem nas fendas das rochas submersas da antiga cratera.

Continua após a publicidade

Para quem busca dicas de viagem inesquecíveis, recomenda-se chegar nos primeiros barcos da manhã. A luz solar incidindo diretamente na cratera realça os tons de turquesa da água, criando fotos espetaculares.

Sem bares ou lojas, o ilhéu foca no turismo de baixo impacto para proteger o ecossistema local. Foto: Reprodução/Youtube

A infraestrutura no local é minimalista por design. Não existem bares ou lojas no ilhéu. Essa escolha reforça o compromisso com o turismo de baixo impacto, onde o silêncio e o contato direto com a natureza são os protagonistas.

A conexão com a história de Vila Franca do Campo

A visita ao ilhéu deve ser complementada com um passeio pela própria Vila Franca do Campo. Esta foi a primeira capital da ilha antes do grande sismo de 1522, carregando uma herança histórica rica e fascinante.

Continua após a publicidade

O desenvolvimento do turismo regional de qualidade transformou a vila em um polo de excelência gastronômica. É imperativo provar as famosas Queijadas da Vila após o retorno do passeio marítimo.

Segundo estudos publicados por centros de monitoramento ambiental dos Açores, a regeneração das espécies no ilhéu durante o período de fechamento foi muito positiva, mostrando a eficácia das pausas sazonais para a natureza.

  Sem bares ou lojas, o ilhéu foca no turismo de baixo impacto para proteger o ecossistema local. Foto: Reprodução/Youtube  A luz solar da manhã realça os tons de turquesa da piscina natural, tornando o cenário ainda mais exuberante. Foto: Reprodução/YoutSem bares ou lojas, o ilhéu foca no turismo de baixo impacto para proteger o ecossistema local. Foto: Reprodução/Youtube

A reabertura simboliza o início da alta temporada no arquipélago, onde o respeito ao meio ambiente dita as regras. Visitar o ilhéu é entender que somos convidados em um santuário geológico e biológico preservado.

Continua após a publicidade

Seja pela geologia, pela biodiversidade ou pelo simples prazer de um mergulho em águas puras, o Ilhéu de Vila Franca do Campo reafirma-se como uma experiência obrigatória nos Açores, unindo lazer e consciência ambiental.

Mais informações podem ser encontradas no site oficial da ilha.