Com o início de 2026, diversos países passaram a divulgar seus novos planos de imigração. A maioria das iniciativas é voltada à atração de mão de obra estrangeira qualificada para setores considerados estratégicos. Esses países são destaques em um cenário em que se fecha o cerco contra a imigração.
Esses programas costumam oferecer salários competitivos, vistos de longo prazo e, em muitos casos, caminhos facilitados para a residência permanente.
Canadá
O Canadá segue como uma das principais referências em imigração econômica. O novo plano, com vigência entre 2026 e 2028, prevê a entrada de quase 400 mil residentes permanentes por ano.
A política prioriza a transição de estudantes internacionais e trabalhadores temporários para a residência permanente. O governo também pretende elevar para 64% a proporção de imigrantes econômicos, com foco nos setores de engenharia e saúde.
Entre os destaques está o sistema Express Entry, que agiliza o processo para profissionais altamente qualificados, além de programas regionais que buscam distribuir os imigrantes de forma mais equilibrada pelo território.
Austrália
Segundo o Departamento de Assuntos Internos da Austrália, o programa de imigração em vigor desde 2025 oferece cerca de 200 mil vagas.
Aproximadamente 75% delas são destinadas a profissionais das áreas de biotecnologia, energias renováveis e saúde. Os salários mínimos partem de 76 mil dólares australianos por ano.
O plano também prevê facilidades para a obtenção de residência permanente, diante da necessidade do país de equilibrar sua demografia.
Alemanha
A Alemanha se destaca pela possibilidade de imigração sem oferta de emprego prévia. O Cartão de Oportunidade permite que profissionais qualificados permaneçam no país por até um ano em busca de trabalho.
As áreas com maior demanda incluem engenharia, tecnologia da informação e saúde, impulsionadas pelo envelhecimento da população ativa alemã.
Os salários anuais costumam variar entre 45 mil e 50 mil euros.
Nova Zelândia
Em 2026, a Nova Zelândia ampliou seus programas de imigração voltados a estudantes e profissionais qualificados em áreas selecionadas pelo governo.
A atualização incluiu cerca de 27 novas ocupações na lista de setores prioritários. Os vistos de trabalho podem ter validade inicial de até cinco anos.
Países Baixos
Os Países Baixos mantêm políticas de imigração focadas exclusivamente em mão de obra qualificada.
Os salários iniciais variam conforme a experiência, partindo de cerca de 3 mil euros mensais para recém-formados e chegando a 5 mil euros para profissionais acima dos 30 anos.
As principais oportunidades estão nos setores de ciência e tecnologia, sem exigência de experiência prévia comprovada.


