Furacão Milton se torna o mais poderoso do ano com ventos recordes e força inédita em 2024

Fenômeno meteorológico está entre os dez mais fortes que já passaram pelo Atlântico, empatando com Katrina, de 2005

Furacão Milton é o mais forte do planeta em 2024

Furacão Milton é o mais forte do planeta em 2024 | Divulgação/NOAA

O furacão Milton atingiu a categoria cinco (a mais alta na escala Saffir-Simpson), com ventos de 281 km/h, ao se movimentar pelo Golfo do México. O fenômeno meteorológico se intensificou muito rapidamente e o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) classificou a evolução dele como “explosiva”.

Com isso, esse é o furacão mais forte já registrado em qualquer lugar do planeta neste ano, sendo o mais poderosos da história do Atlântico. A previsão é que ele chegue à costa oeste da Flórida entre quarta (9/10) e quinta-feira (10/410).

O olho do Milton pode alcançar lugares da costa da Flórida: de Cedar Key, ao norte, à Naples, ao sul, incluindo possivelmente as áreas de Tampa ou Ft. Myers. Segundo o NHC, há a possibilidade de marés de tempestade de até cinco metros ao longo da costa, principalmente na área da Baía de Tampa.

Caso a trajetória do furacão se mantenha, a região poderá enfrentar um dos piores desastres em mais de um século, de acordo com alerta do Serviço Nacional de Meteorologia em Tampa.

Os ventos de pico alcançaram 290 km/h, na última segunda (7/10). O aumento é impressionante já que saiu de 145 km/h para 290 km/h em pouco mais de 12 horas.

Desde o furacão Dorian, em 2019, que alcançou ventos máximos de 297 km/h, não ocorriam tempestades tão fortes no Atlântico. Entre os furacões já registrados no oceano, o Milton está entre os dez mais fortes.

Empata em nono lugar com famosas tempestades como o Katrina, em 2005 e o Maria, 2017. O mais forte já registrado, até o momento, é o Allen, que passou em 1980, com ventos máximos de 300 km/h.

Antes do Milton, dois furacões de categoria cinco passaram pelo Golfo, o Ian, em 2022, e o Lee, em 2023. No mês passado, o furacão Helena de categoria quatro deixou os Estados Unidos e parte da América do Norte e Central em alerta.