Na compra de um veículo usado, a procedência e a inspeção técnica – preferencialmente feita por um mecânico de confiança – são fundamentais. Mas um tema é recorrente nesse cenário: a compra do chamado “carro de praia”, que “convive” no litoral e está sujeito aos malefícios da maresia.
Para ajudar o consumidor, Alan Ladeia, CEO da Carflix e especialista no setor automotivo, aponta os mitos sobre os “carros de praia”:
Mito 1 – Todo carro do litoral é ruim – É um dos mitos mais difundidos. Porém, depende muito do nível de exposição à maresia, da frequência de uso, do local onde o veículo é guardado e dos cuidados do proprietário.
Mito 2 – A maresia destrói o carro em poucos meses – A maresia pode acelerar a oxidação de partes metálicas, mas esse é um processo lento e cumulativo, influenciado por fatores como proximidade do mar, umidade constante e ausência de manutenção.
Mito 3 – Carros de cidades litorâneas valem menos – O valor de um veículo usado depende muito mais do estado geral do carro, da manutenção, da quilometragem e do histórico de acidentes.
“A simples origem litorânea não deve ser critério isolado de desvalorização. Um carro do litoral com revisão em dia e guardado em garagem coberta pode ter valor igual ou até superior a outro da cidade”, afirma Ladeia.
A maresia realmente afeta o carro?
A maresia contém microcristais de sal suspensos no ar, que se depositam sobre superfícies metálicas e favorecem a oxidação.
Os pontos mais afetados são: parafusos e dobradiças (capô, porta-malas, torres do amortecedor), terminais de bateria e conectores elétricos, pintura, especialmente no teto e no capô, e escapamento. “As partes internas, o motor e o câmbio não são diretamente comprometidos pela maresia”, lembra Ladeia.
Revisão é tudo
Sete cuidados com carro antes de pegar estrada fazem toda a diferença para uma viagem tranquila. De acordo com matéria publicada no portal Terra, muitos problemas enfrentados nas rodovias estão relacionados à falta de manutenção preventiva adequada.
Ao revisar o veículo antes de viajar, o motorista reduz riscos, evita atrasos inesperados e garante mais segurança para todos os ocupantes. Esse cuidado é ainda mais importante em períodos de maior movimento nas estradas, quando qualquer falha pode gerar transtornos maiores.
