A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição e uso de dois lotes de suplementos alimentares vendidos no Brasil. Os produtos são um lote de Ômega 3 da Equaliv, denunciado pela própria fabricante como falsificado, e um lote de Creatina DUX que não foi reconhecido pela empresa como produto de sua fabricação.
As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (6/11) e atingem apenas os lotes identificados pela agência. Portanto, a determinação não representa uma proibição de todos os suplementos das marcas Equaliv e DUX.
O lote proibido do Equaliv Ômega 3 é o D25-2601441, com validade até maio de 2028. Já o produto da DUX é a Creatina sem sabor de 300 gramas, lote K52354A, com validade até abril de 2027.
A Anvisa orienta que consumidores confiram o número do lote na embalagem antes de consumir os produtos.
Quais suplementos foram proibidos pela Anvisa
Segundo a agência, a Equaliv apresentou uma denúncia acompanhada de evidências que apontavam para a falsificação do lote de Ômega 3. Diante da suspeita, a Anvisa determinou a apreensão do produto e proibiu sua fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e utilização.
No caso da Creatina DUX, o lote K52354A não foi reconhecido pela própria fabricante. A Anvisa identificou que o produto era vendido pela empresa Charmozza Comércio e Indústria de Produtos por meio do Mercado Livre.
Por causa da irregularidade, a agência determinou a apreensão do lote e proibiu sua fabricação, venda, distribuição, propaganda e utilização.
As decisões chamam atenção principalmente de consumidores que costumam comprar suplementos pela internet. A orientação é verificar a procedência do produto e conferir se o lote corresponde ao informado pela Anvisa.
O que fazer se comprou um dos produtos
Quem tiver adquirido o Ômega 3 Equaliv ou a Creatina DUX deve verificar o número do lote impresso na embalagem. Caso o produto corresponda a um dos lotes proibidos, a recomendação é:
- não consumir o suplemento;
- não oferecer o produto a outra pessoa;
- procurar o estabelecimento ou vendedor responsável pela venda;
- guardar a embalagem e o comprovante da compra para eventual reclamação ou atendimento.
A Anvisa também disponibiliza uma ferramenta de consulta de produtos irregulares, que pode ser usada pelo consumidor para verificar a situação de suplementos comercializados no país.
Outros suplementos também foram alvo de fiscalização
As medidas publicadas nesta sexta-feira (6/11) fazem parte de uma série de ações de fiscalização da Anvisa.
A agência determinou ainda a apreensão de suplementos atribuídos à empresa Bálsamo Jes Suplemento Natural Ltda. Segundo a Anvisa, os produtos não tinham notificação junto ao órgão, continham ingredientes não autorizados e apresentavam alegações terapêuticas e de saúde que não são permitidas.
Outro produto alvo da fiscalização foi o Active Life, composto por colágeno tipo II, cúrcuma e cálcio de ostra. A agência informou que não conseguiu confirmar a regularidade sanitária do suplemento e encontrou problemas na rotulagem e na divulgação de supostos benefícios terapêuticos.
As medidas reforçam a importância de conferir a origem dos suplementos antes da compra, principalmente em plataformas de comércio eletrônico. A recomendação é desconfiar de produtos sem procedência comprovada e verificar as informações da embalagem antes do consumo.
