Lutador preso após agredir três vizinhas no Rio diz à polícia que não se lembra dos ataques

Ele alegou usar anabolizantes que podem supostamente ter causado falta de memória

Confusão começou na madrugada de quinta-feira (5/11), no edifício onde Lucas morava, na avenida Maracanã/Reprodução

O lutador Lucas Portela Fontana Gomes, preso nesta sexta-feira (6/11) após agredir três vizinhas em um prédio na Zona Norte do Rio de Janeiro, afirmou à Polícia Civil que não se lembrava dos ataques. Em depoimento, ele disse fazer uso de anabolizantes e alegou que o consumo das substâncias poderia ter relação com a falta de memória sobre o que aconteceu.

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Lucas está preso temporariamente por 30 dias, período que pode ser prorrogado por mais 30. A audiência de custódia está prevista para a tarde deste sábado (7/11). Ele foi levado para o presídio de Benfica e permanece à disposição da Justiça.

O homem é investigado por tentativa de feminicídio, ameaça, violação de domicílio, lesão corporal e resistência. O caso é apurado pela 18ª DP (Praça da Bandeira).

Uma das vítimas, uma mulher de 81 anos, continua internada após sofrer um traumatismo craniano durante a sequência de agressões.

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Ataques aconteceram dentro do prédio

A confusão começou na madrugada de quinta-feira (5/11), no edifício onde Lucas morava, na avenida Maracanã. Segundo as informações reunidas pela polícia, ele iniciou uma discussão dentro do próprio apartamento e passou a ameaçar os vizinhos.

Moradores acionaram policiais militares e guardas municipais por volta de 1h10. De acordo com a investigação, o lutador deixou o apartamento e entrou em imóveis de vizinhos, enquanto gritava ameaças de morte.

Uma das primeiras vítimas conseguiu fugir pelas escadas, acompanhada da família. Na sequência, Lucas teria entrado em outro apartamento e atacado uma idosa de 81 anos, que precisou ser levada ao hospital.

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O terceiro episódio ocorreu dentro do elevador. Uma moradora saiu do apartamento ao ouvir os gritos de uma vizinha e tentou ajudá-la. Quando a porta do elevador se abriu, ela encontrou Lucas, que a derrubou e passou a agredi-la com socos e chutes.

Segundo os relatos reunidos pela polícia, a mulher também teria sido estrangulada durante alguns minutos. As câmeras de segurança do elevador registraram a agressão e ajudaram os investigadores na apuração do caso.

Polícia investiga histórico de confusões

Além das vítimas, um funcionário do prédio prestou depoimento e descreveu o comportamento de Lucas antes dos ataques. Segundo ele, o homem costumava provocar conflitos com outros moradores, inclusive esbarrando neles sem motivo, gritando e colocando música em volume alto no apartamento.

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Investigadores também receberam relatos informais de que Lucas teria se envolvido anteriormente em brigas em academias do Rio. Essas informações ainda serão verificadas e podem ser incluídas no inquérito, caso sejam confirmadas.

Após ouvir testemunhas e analisar as imagens do circuito de segurança, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária do suspeito. O pedido foi autorizado e cumprido nesta sexta-feira (6/11).

A polícia continua investigando as circunstâncias dos ataques e as possíveis causas do comportamento do suspeito. A defesa de Lucas não havia sido localizada até a publicação da reportagem e permanece com espaço aberto para manifestação.