Campanha de Lula acredita que salário mínimo pode ter efeito das estatais em 2006

Para o PT, temas econômicos deveriam ter sido o eixo da eleição desde o início

Ainda no domingo (30), Macron foi um dos primeiros a líderes mundiais a parabenizar Lula momentos após o resultado do 2º turno da eleição

Na reta final da campanha, Lula pretende investir nesse ponto, no qual se sente mais confortável, do que na pauta de costumes, que vem sendo a tônica até aqui | Facebook/Lula

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acredita que o tema do reajuste do salário mínimo pode ser uma arma eleitoral tão potente quanto foi o das privatizações na eleição de 2006.

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Ironicamente, o alvo naquela ocasião foi Geraldo Alckmin, atualmente vice na chapa do petista.

Conforme mostrou a Folha de S.Paulo, a equipe econômica do governo estuda desvincular o aumento do salário mínimo e de benefícios previdenciários do índice de inflação, substituindo-o pela expectativa futura do aumento de preços. Isso poderia levar a reajustes menores.

Na reta final da campanha, Lula pretende investir nesse ponto, no qual se sente mais confortável, do que na pauta de costumes, que vem sendo a tônica até aqui. Para o PT, temas econômicos deveriam ter sido o eixo da eleição desde o início. Anúncios para a propaganda de TV já estão sendo preparados.

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Na eleição de 2006, Lula acusou Alckmin de querer privatizar as principais estatais, o que obrigou o então tucano a usar uma jaqueta com o logo das empresas. Bem-sucedida, a estratégia petista levou o adversário a ter menos votos no segundo turno do que no primeiro.

Um ponto mais delicado é o crédito consignado que a Caixa criou tendo como base o Auxílio Brasil. A campanha de Lula é contra esse modelo, com o argumento de que vai favorecer a inadimplência de pessoas de baixa renda. Mas tende a não levar o tema para a propaganda, por receio de que possa passar a imagem de que é contra o Auxílio.