A busca por remédios para emagrecer e tratamentos de perda de peso rápida deixou de ser apenas uma conversa médica e se tornou o maior fenômeno do varejo farmacêutico nacional.
As chamadas canetas emagrecedoras, que utilizam a tecnologia dos análogos de GLP-1, movimentaram R$ 10 bilhões no Brasil entre 2021 e 2025, transformando o setor de saúde e o consumo nas farmácias do país.
Quais são as canetas emagrecedoras mais vendidas nas farmácias?
A corrida do consumidor às farmácias é liderada por medicamentos injetáveis de alta demanda e princípios ativos como a semaglutida e a tirzepatida. As marcas mais buscadas no mercado nacional incluem:
- Ozempic e Wegovy: medicamentos à base de semaglutida que viraram referência no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
- Mounjaro: tratamento formulado com tirzepatida, com forte presença nas vendas da categoria.
- Saxenda e Victoza: injetáveis à base de liraglutida, pioneiros no uso de análogos de GLP-1 para perda de peso.
Qual o impacto do Ozempic e dos remédios GLP-1 nas ações das farmácias na B3?
O aumento nas vendas dos remédios para emagrecer reflete diretamente no faturamento de redes de farmácias com ações listadas na B3 (Bolsa de Valores do Brasil). Redes como RD Saúde (Droga Raia e Drogasil) e Pague Menos registram que a categoria GLP-1 já representa entre 9% e 12% da receita total das lojas. Analistas de mercado preveem que a categoria atinja até 20% do faturamento total do setor nos próximos anos.
Quando chega o Ozempic genérico? Projeção aponta mercado de R$ 50 bilhões até 2030
Embora o mercado movimente valores expressivos no modelo atual, relatórios do Itaú BBA e dados da consultoria PwC apontam que o setor pode saltar para R$ 50 bilhões por ano até 2030.
O principal fator para esse crescimento será o fim das patentes de princípios ativos e a consequente chegada das versões de Ozempic genérico e similares mais baratos. A redução de custos deve democratizar o acesso ao tratamento de obesidade, permitindo a entrada massiva dos consumidores das classes B e C e alcançando cerca de 15 milhões de brasileiros nos próximos anos.
