Associação Comercial faz reunião com representantes da Segurança Pública

Além do comandante da Polícia Militar, o secretário municipal de Segurança Pública, Adriel Soares, também participou da reunião

Segundo o capitão da PM, os últimos três meses novembro de 2022 a janeiro deste ano a cidade teve um aumento de crimes

Segundo o capitão da PM, os últimos três meses novembro de 2022 a janeiro deste ano a cidade teve um aumento de crimes | Divulgação

Após o crescente número de casos de roubos e furtos a comércios da região central, a Associação Comercial Empresarial de Porto Feliz (ACEPFZ) realizou nesta quinta-feira (23) uma reunião com os responsáveis pela segurança pública do município. Os comerciantes presentes na sede da Associação relataram diversos casos de furtos e roubos ocorridos nos últimos meses, principalmente, em janeiro deste ano. 

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De acordo com o comandante da 4° Companhia da Polícia Militar em Porto Feliz, capitão Raphael Pascoal Turri, além de janeiro, em novembro e dezembro do ano passado também houve um crescimento de casos de roubos e furtos, mas neste mês de fevereiro já teve uma diminuição significativa desses casos. 

Efetivo e patrulhamento  

Segundo o comandante da PM, o efetivo da cidade é suficiente para atender à média de ocorrências registradas mensalmente na cidade. Ele disse que há estudos da PM sobre a distribuição das viaturas na cidade e que tudo é planejado de acordo com a variação de crimes e locais. Mas algumas demandas atrapalham o atendimento de casos mais importantes. “A viatura não patrulha aleatoriamente aonde o motorista quer. A viatura sai patrulhar onde o comando determina e com bases em índices criminais. Ela sai patrulhar com destino”, explicou Turri. 

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‘Demanda desnecessária’  

Capitão Turri disse existir muita “demanda desnecessária” nos acionamentos da PM. “Nosso policiamento é suficiente para atender à cidade. O que há é demanda desnecessária. É gente que liga 190 para saber a horas. Esses dias, os caras estavam brigando por causa de droga. Eles não se acertaram na divisão das drogas que eles compraram. Eles ligaram 190. Obviamente, os dois foram conduzidos para a Delegacia”, relatou o comandante da PM. 

Sensação de insegurança  

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O comandante da PM reconhece que as redes sociais ajudam no combate à criminalidade, mas informações erradas e casos pontuais compartilhados por WhatsApp criam uma falsa sensação de insegurança entre os munícipes. “Outro grande proble ma nosso é essa sensação de insegurança que o WhatsApp cria. O pessoal fala: nossa está tendo muito assalto. Teve um no Centro. Não é muito. Cria-se essa imagem. São muitas informações falsas que circulam. A gente precisa fazer um trabalho para tirar essa falsa sensação”, disse. 

Números  

Segundo o capitão da PM, os últimos três meses — novembro de 2022 a janeiro deste ano — a cidade teve um aumento de crimes. “Tivemos nove roubos na cidade em janeiro. É três vezes mais do que temos habitualmente. Temos três em média. Foi um mês realmente fora da nossa normalidade”, destacou. “Talvez — segue o comandante da PM —, seja até por isso que vocês tenham visto menos a viatura. Tivemos um aumento grande de índice na área rural, tivemos um aumento na área periférica da cidade. A gente acabou destinando um pouco mais o policiamento para lá”. 

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Redes sociais  

De acordo com o comandante, as quadrilhas que realizavam furtos e roubos na cidade foram presas em outros municípios por meio do compartilhamento de informações entre os policiais da região. “A gente troca muitas mensagens, fotos, identificação, com outros policiais, com os guardas sobre os criminosos”, disse Turri. 

Quadrilhas desbaratadas  

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“São quadrilhas que atuam na região inteira. É uma quadrilha especializada. As três maiores que estavam atuando aqui foram desarticuladas. A gente teve quarenta registros em janeiro e estamos no dia 23 de fevereiro e estamos com oito registros de roubos e furtos. É um queda considerável no índice. É esse compartilhamento de informações entre os policiais e guardas da região”, detalhou Turri. 

Vizinhança Solidária  

Sempre solicito, o comandante da PM sugeriu a criação de grupos de WhatsApp para monitorar pessoas em atitudes suspeitas na região central. Ele prontificou-se em auxiliar a criação desses grupos e disse que essas informações podem ser repassadas diretamente para a PM da cidade. 

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O projeto Vizinhança Solidária foi criado pela Polícia Militar em 2009. A ideia do programa é de promover reuniões periódicas entre moradores ou comerciantes, com participação de representantes da polícia, para discutir ações de segurança, compartilhar informações, entre outras ações. 

Conseg  

Comandante Turri sugeriu também a reativação do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) na cidade para integrar a comunidade com as autoridades policiais. O prazo para inscrições das chapas é até março. 

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Secretaria de Segurança  

O secretário municipal de Segurança Pública, Adriel Soares, destacou os investimentos realizados pela Prefeitura na área. Segundo ele, além de viaturas e treinamentos, a Guarda Civil Municipal (GCM) recebeu recentemente novos armamentos e a criação da patrulha rural. Adriel destacou também a criação da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) e Canil. 

O secretário de Segurança falou dos investimentos da Prefeitura que disse que em breve a cidade terá uma “muralha eletrônica” com câmeras de monitoramento em diversos pontos da cidade. 

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ACEPFZ  

O presidente da ACEPFZ, Felix Schiavano, disse à TRIBUNA que mais reuniões irão acontecer para tentar auxiliar na segurança dos comerciantes, funcionários e clientes. “Vamos tentar fazer essas reuniões aqui na ACEPFZ pelo menos uma vez por mês”, disse Schiavano. O presidente destacou também que a ACEPFZ pretende participar das reuniões da futura diretoria do Conseg.