A mítica cidade de Asa Branca está de volta às telas brasileiras. A TV Globo exibe o retorno de Roque Santeiro no ‘Vale a Pena Ver de Novo’, trazendo de volta um dos maiores fenômenos de audiência da história da dramaturgia integralmente nas tardes da programação a partir desta segunda-feira (19/10).
A escolha do clássico escrito por Dias Gomes e Aguinaldo Silva reacende a curiosidade do público sobre as estratégias dos bastidores da emissora.
A decisão de resgatar produções de grande apelo afetivo faz parte de um movimento contínuo para segurar os índices de audiência no horário vespertino. No entanto, a escalação de um título para a faixa de reprises não acontece por acaso e exige o cumprimento de uma série de requisitos técnicos, jurídicos e mercadológicos.
O peso dos clássicos na estratégia de programação
Para que uma obra conquiste um espaço na tradicional faixa da tarde, o primeiro fator determinante é o impacto cultural e o apelo nostálgico. Títulos com personagens marcantes e bordões memoráveis possuem prioridade por garantirem forte engajamento, capturando a atenção tanto de quem viveu a exibição original quanto de novas gerações.
Além da memória afetiva, a qualidade do acervo digitalizado tornou-se crucial nos últimos anos. Novelas gravadas em formatos antigos passam por processos de restauração de som e imagem para que fiquem adequadas aos padrões atuais de transmissão em alta definição.
Quais os critérios para uma novela participar do Vale a Pena Ver de Novo?
Para entrar no ‘Vale a Pena Ver de Novo‘, a novela precisa ter alcançado alta audiência em sua exibição original, possuir viabilidade jurídica referente a direitos autorais e de imagem, além de passar pela classificação indicativa exigida para o horário vespertino.
Outro ponto fundamental é a adequação da linguagem ao horário da tarde. A emissora avalia se os temas abordados necessitam de cortes ou edições sem prejudicar a coerência da narrativa. A demanda do público em redes sociais e a sinergia com temas atuais também pesam na decisão final dos programadores.
Um legado vivo da televisão brasileira
Com Viúva Porcina, Sinhozinho Malta e o próprio mocinho lendário, a reexibição promete movimentar as tardes e reforçar a força das narrativas clássicas frente ao consumo moderno.
A aposta no retorno da trama confirma que o sucesso estrondoso do passado continua sendo a receita mais eficiente para garantir a fidelidade do telespectador no presente.







