Casa de plástico reciclado surpreende em São Paulo e muda a vida de mãe de 9 filhos que vivia em barraco de lona e agora mora em estrutura montada como Lego gigante

Com 27 metros quadrados, projeto reaproveita duas toneladas de resíduos e oferece instalações elétricas, saneamento e energia solar

O projeto da TETO Brasil prevê durabilidade de até 25 anos e utiliza calhas para captar água da chuva.

O projeto da TETO Brasil prevê durabilidade de até 25 anos e utiliza calhas para captar água da chuva. Foto: Divulgação/Teto Brasil

A casa de plástico reciclado construída em Carapicuíba, na Grande São Paulo, mudou as condições de moradia de Rejane Alves de Souza, mãe de nove filhos e avó de 12 netos. Entregue em julho de 2023, a residência faz parte de um projeto social que utiliza materiais reaproveitados para oferecer abrigo a famílias em situação de vulnerabilidade.

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Como funciona a casa de plástico reciclado

A construção fica na comunidade Porto de Areia, em Carapicuíba. O projeto foi desenvolvido pela ONG TETO Brasil em parceria com a Fuplastic, a Amanco Wavin e a ONG Biosaneamento.

Segundo a TETO Brasil, a moradia utiliza blocos de plástico reciclado que se encaixam durante a montagem. A estrutura de 27 metros quadrados foi erguida em cerca de 15 horas.

Duas toneladas de plástico foram reaproveitadas

A casa utiliza aproximadamente duas toneladas de plástico reciclado. O material é transformado em blocos que formam as paredes da residência.

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O telhado também aproveita resíduos. Nesse caso, os materiais incluem embalagens cartonadas de leite, suco e creme dental.

A proposta combina reaproveitamento de resíduos e construção de moradias para famílias que vivem em condições precárias. De acordo com a TETO Brasil, a estrutura foi projetada para ter durabilidade de até 25 anos.

O que a moradia oferece à família

A casa conta com sala integrada à cozinha, quarto e banheiro. Além disso, possui instalações elétricas e hidráulicas, oferecendo recursos que faltavam em muitos barracos da comunidade.

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O projeto também inclui placas de energia solar e calhas para captar água da chuva. Para o tratamento do esgoto, a Biosaneamento forneceu um sistema com biodigestor e vala de infiltração.

Essas soluções fazem parte da proposta de ampliar o acesso à infraestrutura básica. A iniciativa busca combinar habitação, saneamento e aproveitamento de materiais recicláveis.

Quem é Rejane, a mãe que recebeu a casa

Rejane Alves de Souza tinha 45 anos quando participou do projeto, em 2023. Atualmente, aos 47, ela é mãe de nove filhos e avó de 12 netos, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil.

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A moradora enfrentou um câncer e convive com artrose na região lombar. Por causa dos problemas de saúde, ela perdeu o emprego e passou a viver em um barraco de lona e madeira na comunidade Porto de Areia.

A situação também afetava o filho mais novo. Segundo o relato da família divulgado pela TETO Brasil, o menino sofria bullying por causa das condições da antiga moradia.

Com a nova residência, ele passou a contar aos outros que sua casa era única no Brasil, por ter sido construída com blocos de plástico reciclado.

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Projeto busca ampliar o acesso à moradia

A casa de Rejane foi a primeira unidade do projeto Moradia Semente Eco Sustentável, desenvolvido pela TETO Brasil. Na época do lançamento, os parceiros anunciaram a intenção de construir mil moradias com essa tecnologia no país.

Até outubro de 2024, outras duas casas do mesmo modelo haviam sido entregues na comunidade, segundo as informações divulgadas na reportagem da CNN Brasil.

A experiência de Carapicuíba reúne reciclagem, soluções de saneamento e construção habitacional.