George Michael e o solo de sax mais famoso da história

Conheça histórias curiosas dos bastidores de George Michael, incluindo o famoso solo de sax de Careless Whisper e o clipe de Freedom ’90

Não há uma pessoa no mundo que não conheça o solo de sax do início da música “Careless Whispers”, que lançou a carreira solo de George Michael em 1984, embora ela seja originalmente do álbum Make it Big!, do Wham! Foto: Depositphotos

Não há uma pessoa no mundo que não conheça o solo de sax do início da música “Careless Whispers”, que lançou a carreira solo de George Michael em 1984, embora ela seja originalmente do álbum Make it Big!, do Wham!

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Ele nasceu de uma melodia que George inventou aos 17 anos enquanto andava de ônibus a caminho do trabalho, e só foi gravada com perfeição após muitas tentativas frustradas com outros músicos de estúdio.

Foram dez saxofonistas diferentes, cuja lista verdadeira ninguém conhece, que tentaram reproduzir a fita demo gravada por Michael no início do Wham!, 1981.

Tom Scott, importante músico de estúdio de Los Angeles matou a charada e descobriu que o saxofonista amador contratado por George tocou com um dedilhado incorreto, o que criou uma sensação única e informal na melodia.

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No final, o único que conseguiu foi Steve Gregory, um mestre que tocou até com os Rolling Stones e Van Morrison. E ainda assim eles tiveram que usar um truque de estúdio.

O engenheiro Chris Porter desacelerou a fita da gravação original e fez a nota cair meio tom abaixo, o que fez com que Gregory a executasse com mais facilidade e espaço pra respirar.

Quando a fita foi acelerada de volta para a velocidade normal, o solo ganhou aquele tom brilhante, penetrante e ligeiramente “não-natural” que se tornou a assinatura da canção.

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George Michael finalmente deu o braço torcer, aprovou o resultado e o resto é história!

Uma curiosidade: muitos acham que um dos saxofonistas rejeitados por George Michael foi Kenny G. Isso é falso. Ele nunca participou da gravação, embora tenha feito um cover famoso da música anos mais tarde.

Mas o perfeccionismo de George Michael alcançou seu ápice no clipe de Freedom’90, que contou com nada mais, nada menos que o diretor David Fincher, o mesmo de Seven e Clube da Luta, na direção.

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George, cansado da fama, nem apareceu no vídeo e teve a ousada ideia de juntar cinco das maiores supermodelos do planeta, Naomi Campbell, Cindy Crawford, Linda Evangelista, Christy Turlington e Tatjana Patitz, para dublar a música no lugar dele.

E essa brincadeira ficou cara: cada modelo recebeu 15 mil dólares por dia, uma fortuna para a época.
Há relatos verdadeiros de exigências absurdas das supermodelos e também muita inveja nos bastidores.

Pra piorar, o diretor David Fincher exigia uma dublagem perfeita, mas as modelos chegaram ao set sem decorar a letra da música. Elas tiveram que aprender os versos às pressas, minutos antes de a câmera começar a rodar.

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O resultado foi um sucesso estrondoso.

O vídeo redefiniu a cultura pop ao unir a indústria da música com a da alta moda, transformando aquelas modelos em celebridades globais definitivas.

E você, conhecia essas histórias?

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