Alfa Romeo: 11 exemplares celebram o Cuore Sportivo em Guarulhos

Coleção com 11 modelos da Alfa Romeo foi destaque no Velocidade Máxima Drift Experience, em Guarulhos, e relembrou a história da marca

Renato Cirillo e o filho Artur levaram ao Velocidade Máxima Drift Experience modelos que marcaram a história da marca italiana, das ruas às pistas do DTM e do automobilismo brasileiro. Foto: Divulgação

Renato Cirillo e o filho Artur levaram ao Velocidade Máxima Drift Experience modelos que marcaram a história da marca italiana, das ruas às pistas do DTM e do automobilismo brasileiro.

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A paixão pelo automóvel tem muitas formas de expressão. Para Renato Cirillo e seu filho Artur, ela passa pela preservação da história da Alfa Romeo, fabricante italiana que transformou o Cuore Sportivo — coração esportivo — em uma de suas marcas registradas. Os dois levaram 11 exemplares da fabricante de Arese à segunda edição do Velocidade Máxima Drift Experience, realizada no Espaço Inter, em Guarulhos.

Entre os modelos expostos, um Alfa Romeo 2300 Ti chamou a atenção pelo estado de conservação, com aparência de carro recém-saído da linha de montagem. Produzido no Brasil, o sedã representava, no início dos anos 1980, uma das propostas mais sofisticadas da indústria nacional.

O motor com duplo comando de válvulas, alimentado por dois carburadores, dividia espaço com direção hidráulica progressiva, freios a disco nas quatro rodas e acabamento refinado. Era um automóvel que combinava desempenho, conforto e tecnologia em uma época em que esses atributos ainda eram raros no mercado brasileiro.

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A coleção também reuniu modelos 155, 164, 156 e versões GTA, representantes de diferentes fases da trajetória da Alfa Romeo. O 155, em particular, tem lugar de destaque na história do automobilismo europeu.

Em 1993, a versão de competição conquistou o Campeonato Alemão de Turismo, o DTM (Deutsche Tourenwagen Meisterschaft), superando rivais tradicionais como BMW e Mercedes-Benz.

Equipado com motor V6, o sedã italiano demonstrou que a Alfa Romeo podia enfrentar os fabricantes alemães em uma das categorias mais disputadas do automobilismo de turismo. A conquista projetou a marca internacionalmente e consolidou o 155 como um dos modelos mais emblemáticos daquela geração do DTM.

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As versões GTA, por sua vez, representam outra expressão da tradição esportiva da fabricante. A sigla está associada a modelos desenvolvidos com atenção especial ao desempenho e ao comportamento dinâmico. Já os 164 e 156 mostram como a Alfa Romeo procurou preservar sua identidade esportiva também nos sedãs destinados ao uso cotidiano.

O legado do FNM 2000 JK

A presença do FNM 2000 JK acrescentou um capítulo brasileiro à exposição. Derivado do Alfa Romeo 2000 italiano e produzido pela Fábrica Nacional de Motores, o modelo teve participação importante no automobilismo nacional a partir de 1960.

Naquele período, as provas de longa duração exigiam resistência mecânica e regularidade. O JK conquistou espaço em competições como as Mil Milhas Brasileiras e as provas de 24 Horas de Interlagos, além de participar de disputas de longa duração em diferentes regiões do País.

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Sua trajetória também está ligada às provas de 12 Horas de Interlagos e de Brasília. Mais do que um automóvel de passeio, o FNM 2000 JK tornou-se parte da história esportiva brasileira. Sua origem italiana e sua adaptação à produção nacional ilustram a influência da engenharia europeia em uma fase importante do desenvolvimento da indústria automobilística do País.

A reunião dos 11 exemplares no Velocidade Máxima mostrou que preservar automóveis históricos vai além de manter máquinas antigas em boas condições. Significa conservar referências de engenharia, desenho e competição que ajudam a compreender a evolução do setor.

Ao reunir modelos de diferentes épocas, Renato Cirillo e Artur demonstraram como essa memória pode atravessar gerações. Do 2300 Ti brasileiro ao 155 que venceu o DTM, passando pelo JK que marcou presença nas pistas nacionais, a coleção reafirmou a identidade de uma fabricante cuja história permanece ligada ao prazer de dirigir e à competição.

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É o Cuore Sportivo que continua pulsando, mesmo quando os motores estão desligados.