É preciso cuidar de quem protege a sociedade

Segundo o estudo, comparando o primeiro semestre deste ano ao do ano passado, tivemos uma alta de 19,6% nos números de policiais militares e civis vítimas de crimes violentos letais intencionais (homicídios dolosos, lesão corporal seguida de morte e latro

Tenente Coimbra é deputado estadual em São Paulo pelo PSL

Tenente Coimbra é deputado estadual em São Paulo pelo PSL | Divulgação/Alesp

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020 apresentou dados que mostram o quanto arriscado é o trabalho que nossos policiais fazem diariamente. Não bastasse a missão de manter a sociedade em segurança, estes guerreiros estão se tornando cada vez mais vítimas da criminalidade.

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Segundo o estudo, comparando o primeiro semestre deste ano ao do ano passado, tivemos uma alta de 19,6% nos números de policiais militares e civis vítimas de crimes violentos letais intencionais (homicídios dolosos, lesão corporal seguida de morte e latrocínio). Se este valor nacional já preocupa, quando fazemos o recorte apenas para São Paulo a situação é ainda mais assustadora. Houve um crescimento de 75% deste tipo de ocorrência.

Ao todo, foram 110 registros pelo país (sem incluir o estado de Goiás, em que não foi possível ter acesso aos números). O pior é que 28 desses casos ocorreram aqui em São Paulo, dando ao nosso estado o triste título de campeão de assassinatos de policiais.

A morte pelas mãos de criminosos tem se tornado cada vez mais comum e não precisamos buscar muito para encontrar diversas notícias na imprensa relatando ocorrências assim.

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Recentemente, um caso que ganhou notoriedade foi o do soldado da Polícia Militar Daniel Alves de Lima, de 32 anos, que foi encontrado morto, nu, amarrado e com sinais de violência dentro de uma carroça na região da Cracolândia.

Tamanha crueldade foi feita com um homem que dedicava sua vida para proteger os cidadãos com a sua profissão e, em seu período de folga, ainda realizava projetos sociais na tentativa de tirar pessoas do mundo das drogas. Foi em uma destas ocasiões que ele desapareceu. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte, transportado em uma carroça por quatro homens, que foram presos em flagrante por suspeita de assassinato.

Seja em serviço ou durante a folga, os policiais são alvos frequentes de bandidos por todo o país. Mas, aqui em São Paulo, além de enfrentar todos os dias a incerteza de voltar vivo para casa, os policiais ainda precisam lidar com a desvalorização do governo: salários baixíssimos, sobrecarga de trabalho devido à defasagem de profissionais e a falta de investimentos e equipamentos. Muitas vezes, esses heróis usam pistolas e armamentos obsoletos para combater bandidos portando fuzis e outras armas com maior poder de destruição.

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Desde o início do ano venho protocolando, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), inúmeras solicitações ao governador João Doria para que reforce a Polícia Militar de dezenas de cidades com armamentos, viaturas e drones. Já passou da hora do Governo equipar e proteger aqueles que cuidam de todos diariamente, evitando que sejam as próximas vítimas da bandidagem.

Com todo esse cenário de pressão a que nossos guerreiros estão expostos, outra estatística triste entra em jogo. 91 policiais (militares e civis) tiraram a própria vida no ano passado. Deste total, São Paulo mais uma vez aparece na liderança, com 28 casos de suicídio registrados.

Há anos os profissionais de segurança pú blica estão esquecidos pelo Governo e, mesmo desmotivados, seguem atuando como heróis para diminuir a criminalidade nas ruas. Já passou da hora do Estado agir e dar um basta nessa desvalorização.

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*Tenente Coimbra é natural de Santos/SP. Foi eleito deputado estadual com 24.109 votos pelo PSL