Doria será investigado

O jornalista e radialista Pedro Nastri comenta sobre as últimas notícias de São Paulo

Pedro Nastri é colunista da Gazeta e âncora na Rádio Trianon 740 AM

Pedro Nastri é colunista da Gazeta e âncora na Rádio Trianon 740 AM | Reprodução/Facebook

Doria será investigado. A deputada estadual de São Paulo Isa Penna (PSOL) enviou uma representação ao Ministério Público do Estado (MP-SP) pedindo a apuração da gestão do governador João Doria (PSDB) na condução da pandemia da covid-19. No documento, a parlamentar questiona polêmicas recentes envolvendo a liderança tucana: desde a viagem à Miami, nos Estados Unidos, no Natal após o endurecimento das restrições para frear a disseminação do novo coronavírus até a regressão de todo o estado de São Paulo para a fase amarela do plano estadual de contingência um dia após o prefeito Bruno Covas (PSDB) ter sido reeleito na capital paulista. Para a deputada estadual do PSOL, é preciso investigar se o governador cometeu improbidade administrativa e atentou contra a saúde pública. Isso porque, entre outros fatores, na avaliação da parlamentar, o governador João Doria descumpriu normas estabelecidas por seu próprio governo ao viajar aos Estados Unidos.

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Importunação sexual. Os membros do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) decidiram na última terça-feira (29) que o caso de importunação sexual contra o deputado estadual Fernando Cury (Solidariedade), flagrado passando a mão no seio da colega Isa Penna (PSOL) no plenário da Casa em 17 de dezembro, só será analisado pelo colegiado em fevereiro, após o fim do recesso parlamentar dos deputados paulistas. A decisão aconteceu após um parecer da Procuradoria da Assembleia Legislativa afirmar que o conselho só pode se reunir durante as férias parlamentares após aprovação da convocação extraordinária em plenário, pela maioria dos 94 deputados da Casa.

Salário defasado. O prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) afirmou que o aumento de 46% dos salários do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários, aprovado na Câmara Municipal de São Paulo, é justificado por uma defasagem no teto do funcionalismo público na cidade. No último dia 24 de dezembro, véspera de Natal, Covas sancionou a lei aprovada pela Câmara Municipal que autoriza o aumento a partir de 2022. Com a medida, o salário do prefeito – e o teto do funcionalismo – passa de R$ 24 mil para R$ 35,4 mil. Segundo o prefeito, o aumento do próprio salário só será realizado “em 2022, caso a pandemia já tenha passado”. Bruno Covas também afirmou que a medida busca evitar que servidores deixem os cargos municipais para trabalharem na iniciativa privada ou em outras esferas de governo.