Desafios de encontrar talentos em cenário de desemprego baixo

Levantamento do FGV IBRE confirma essa pressão: 62,3% das empresas enfrentam obstáculos para contratar ou reter colaboradores

. Segundo dados recentes do IBGE, a taxa de desocupação fixou-se em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026. Foto: Divulgação/Agência Brasília

. Segundo dados recentes do IBGE, a taxa de desocupação fixou-se em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026. Foto: Divulgação/Agência Brasília

O Brasil registra indicadores que marcam época. Segundo dados recentes do IBGE, a taxa de desocupação fixou-se em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 — o menor nível para o período em toda a série histórica.

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O cenário permanece aquecido, com mais de 100 milhões de brasileiros ocupados e rendimento médio real em patamares recordes.

Tal conjuntura, embora positiva, impõe novo desafio às organizações. Com o desemprego em níveis reduzidos, a disputa por profissionais qualificados atingiu patamares elevados.

Levantamento do FGV IBRE confirma essa pressão: 62,3% das empresas enfrentam obstáculos para contratar ou reter colaboradores.

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O diagnóstico evidencia ponto central: o desafio atual reside na escassez de profissionais prontos. Na indústria, a CNI aponta a falta de qualificação como um dos principais entraves ao crescimento.

No setor da construção civil, o gargalo é nítido: mesmo com a elevação da massa salarial, a dificuldade em atrair mão de obra qualificada pressiona custos e cronogramas em todo o país.

A solução para esse cenário não virá apenas da disputa por quem já está empregado — movimento que gera inflação salarial sem ganho real de produtividade. A resposta sustentável exige foco na formação.

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O desemprego entre jovens de 18 a 24 anos, embora em mínima histórica de 11,4%, ainda representa um contingente de 1,6 milhão de pessoas em busca de oportunidade.

Nesse contexto, o estágio assume papel relevante. Ao inserir estudantes no ambiente corporativo, empresas deixam de atuar apenas como demandantes de mão de obra e passam a exercer função formadora.

O estágio desenvolve competências técnicas e culturais em condições reais, reduzindo riscos e custos de contratação ao longo do tempo.

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O Brasil vive um momento favorável no emprego, mas o crescimento futuro depende da preparação. Em um mercado com menor disponibilidade de profissionais prontos, vence quem investe na base.

O estágio consolida-se como estratégia de competitividade e crescimento para as empresas brasileiras.

Mercado de trabalho aquecido no Brasil:

  • Desemprego: 5,8% (Fonte: IBGE).
  • Ocupação: Mais de 100 milhões de brasileiros trabalhando.
  • Jovens (18–24): 11,4% (Menor nível da série histórica).
  • Empresas: 62,3% com dificuldade para contratar (Fonte: FGV IBRE).
  • Solução: Formação de talentos por meio do estágio.