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Semanalmente, o jornalista Bruno Hoffmann traz uma apuração exclusiva sobre a política paulista.
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A Câmara Municipal vai receber 21 novos vereadores das 55 cadeiras existentes
A Câmara Municipal vai receber 21 novos vereadores das 55 cadeiras existentes

Câmara de SP se transforma, mas mantém famílias tradicionais

De Olho no Poder: os fatos da política de São Paulo na visão do jornalista Bruno Hoffmann

A Câmara Municipal de São Paulo vai receber 21 novos vereadores das 55 cadeiras existentes. Pela primeira vez, a Casa terá mandatos coletivos (serão dois, relacionados ao feminismo e ao movimento negro) e também de forma inédita elegeu transexuais: Erika Hilton (PSOL) e Thammy Miranda (PL). Entre os eleitos, 10 se declaram como negros – o dobro da legislatura anterior – e uma como indígena. Famílias tradicionais da política paulistana se mantiveram, com a eleição de George Hato (MDB), dos irmãos Roberto Tripoli (PV) e Tripoli (PSDB) e dos também irmãos Arselino e Jair Tatto (ambos do PT). O vereador há mais tempo na Casa é justamente Arselino Tatto, eleito sucessivamente desde 1988. Uma das ausências marcantes é a de Toninho Paiva (PL), nome tradicional da Casa, que desta vez conseguiu votos apenas para ser suplente.

2º turno.

Na quinta-feira (19), Joice Hasselmann (PSL) e Marina Helou (Rede) declararam apoio no segundo turno na Capital a Bruno Covas (PSDB) e a Guilherme Boulos (PSOL), respectivamente. Com isso, faltava apenas o posicionamento de Márcio França (PSB) entre os 10 mais bem votados no primeiro turno. França decidiu que se manterá neutro, apesar da pressão do PSB a favor de Boulos, e lembrou, internamente, não ter recebido apoio do PSOL no segundo turno para o governo de SP em 2018. O PSB, porém, vai apoiar o psolista mesmo sem França.

3 a 3.

Por ora, Bruno Covas conta com apoio declarado de Joice Hasselmann, Celso Russomanno (Republicanos) e Andrea Matarazzo (PSD). Guilherme Boulos, por sua vez, tem ao seu lado Marina Helou, Jilmar Tatto (PT) e Orlando Silva (PCdoB). Já Arthur do Val (Patriota) declarou que vai permanecer neutro neste segundo turno.

Investigação.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vai investigar as razões por que vários planos de saúde que atuam no estado de São Paulo não ofereceram terapias on-line durante a pandemia da Covid-19, principalmente a pessoas com deficiência. “É absurdo que justo nesse momento de pandemia os planos de saúde se neguem a prestar assistência remota aos seus clientes”, explicou a deputada federal Sâmia Bomfim, que em maio acionou o MP-SP ao lado da jornalista e ex-candidata a vereadora Andréa Werner (ambas do PSOL) para pedir investigação sobre as empresas.

Memorial.

O deputado estadual Tenente Coimbra (PSL) defende a criação do Memorial José Bonifácio, no centro de Santos, em homenagem ao Patrono da Independência do Brasil. Segundo Coimbra, a construção do memorial seria também um incentivo ao turismo na Baixada Santista. “Os eventos comemorativos podem aumentar a geração de renda nas cidades e permitirão a abertura de novas vagas no mercado de trabalho”. O Bicentenário da Independência do Brasil será celebrado em 2022 com vários eventos pelo País.

“Negro geme porque apanha/Apanha pra não gemer”

Solano Trindade, poeta recifense (1908-1974)

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