OSS divulga salários em CPI da Alesp

Os salários de diretores administrativos variam entre as unidades e chegam a R$ 26,8 mil no Hospital Geral de Itapevi, administrado pela OSS Cruzada Bandeirante São Camilo Da Reportagem De São Paulo

Após decisão judicial que determinou a divulgação dos salários de dirigentes das organizações sociais de saúde (OSS) que mantêm contratos de gestão com o governo estadual e prefeituras paulistas, três entidades remeteram os dados para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades nesses acordos na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Os salários de diretores administrativos variam entre as unidades e chegam a R$ 26,8 mil no Hospital Geral de Itapevi, administrado pela OSS Cruzada Bandeirante São Camilo.

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A mesma entidade paga R$ 26,7 mil para o diretor administrativo do Hospital Geral de Carapicuíba. O diretor técnico da unidade, responsável pela parte clínica, recebe R$ 28,2 mil. Já na gestão dos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AME), geridos pela São Camilo em Santos, Carapicuíba, Itu e Jundiaí, os dirigentes da área administrativa recebem entre R$ 15 mil e R$ 16 mil. São salários que superam muito os pagos a servidores públicos em São Paulo pelas mesmas funções.

Segundo dados do Conselho Estadual da Saúde de São Paulo, o salário de um Assessor Técnico em Saúde Pública III, cargo comissionado equivalente ao mais alto nível de um administrador hospitalar concursado, é de R$ 7.957,03. Dados da rede privada indicam que a média salarial para um administrador hospitalar master – com pelo menos oito anos de carreira – é de aproximadamente R$ 11 mil.

O juiz Rubens Rihi, da 1ª Câmara de Direito Público, foi quem determinou a divulgação. Para o magistrado, tanto a Lei de Acesso à Informação como o decreto estadual 58.052 exigem que salários pagos com dinheiro público sejam informados.