Juíza põe vereadora de Santo André em prisão preventiva

Elian Santana (SD) é alvo da Operação Barbour por suposto rombo de R$ 170 milhões nos cofres da Previdência Por Estadão Conteúdo

A juíza Ana Lúcia Iucker Meirelles de Oliveira, da 3.ª Vara Federal de São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista, decretou a prisão preventiva da vereadora Elian Santana (SD), da Câmara de Santo André, na Grande São Paulo, e de outros dois investigados na Operação Barbour. Todos são investigados pelo suposto rombo de R$ 170 milhões nos cofres da Previdência por meio de um esquema de aposentadorias fraudulentas.

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Ficarão presos por tempo indeterminado um suposto intermediário do esquema, Adair Saar, e também Vitor Mendonça de Souza, servidor da Agência do INSS de Diadema – em sua residência, no dia da deflagração da Barbour, 26 de novembro, os federais apreenderam R$ 42 mil e US$ 3 mil em dinheiro vivo.

A magistrada soltou a chefe de gabinete da vereadora Lucilene Aparecida Ferreira Souza, mas impôs a ela medida cautelares.

Na semana passada, a juíza havia prorrogado a prisão temporária.

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Segundo a investigação, o grupo ‘vendia’ as aposentadorias no gabinete da própria vereadora.

Barbour, nome dado à operação, segundo a Polícia Federal, remete a um cientista que desenvolveu uma tese de que o tempo, na realidade, não existe.

A PF afirmou, no inquérito, que os pedidos de aposentadoria eram ‘aprovados’ em apenas quatro minutos ‘sem que houvesse qualquer tipo, aparentemente, de avaliação dos documentos apresentados’.

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“Não restam dúvidas que Elian Santana utiliza seu gabinete e assessores para fins ilícitos, donde aufere, no mínimo, indevida vantagem política nesses expedientes espúrios”, sustenta a PF.