*Com Estadão Conteúdo
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) vai participar de palestras do Fórum Econômico Mundial na Suíça. Doria chegou em Davos nesta segunda-feira e preparou um vídeo para apresentar o Estado e atrair investidores estrangeiros para o Metrô, estradas estaduais, aeroportos e o Instituto Butantan.
O tucano fez um vídeo com intuito de atrair investidores para tornar Instituto Butantan o maior produtor de vacinas do mundo, para 20 aeroportos regionais, para construir o Vale do Silício brasileiro, na região do Ceagesp na capital paulista. Outras propostas do governador são novas concessões para expandir estradas estaduais e parcerias para criar 260 km de linhas de trem intercidades e Metrô e US$ 270 milhões para explorar direitos de transporte e geração de energia nos rios.
Quando prefeito, Doria também foi até o exterior para tentar ‘vender’ investimentos para cidade de São Paulo. Em 2017, ele foi a Dubai para apresentar o projeto de privatizações que incluía o Parque do Ibirapuera, Pacaembu, o sistema de Bilhete Único, o Anhembi entre outros equipamentos.
Agenda
Nesta terça-feira, Doria acompanhou o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Fórum. Nesta quarta-feira, Doria vai dar uma palestra no evento. Já na quinta-feira, o governador terá encontro com executivos da indústria farmacêutica Merck e da de telecomunicações At&T. Além disso o tucano deve se reunir com diretores de empresas como, Enel, General Eletric, Novartis e Bracell.
Previdência
Em Davos, o governador também defendeu a adoção gradual do aumento da contribuição para Previdência pelos servidores públicos, medida que já foi proposta anteriormente pelo ex-presidente Michel Temer e deve ser incluída na reforma de Jair Bolsonaro.
Segundo ele, o aumento é necessário mas teria de ser adotado com gradualismo para não “machucar” o planejamento financeiro dos servidores. Na última vez que o aumento foi proposto por Temer seria de 11% para 14% de uma só vez, mas a iniciativa foi barrada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski.
Os governadores, incluindo Doria, querem o aumento da contribuição de 11% para 14%. Segundo ele, 22 dos 27 governadores vão articular as bancadas para aprovar a reforma desde que as regras incluam servidores públicos estaduais, como professores e policiais militares, categorias que mais pesam na folha salarial dos Estados.
Para Doria, a mobilização dos governadores no novo cenário político, depois das eleições, é determinante. “Muitos líderes perderam as eleições e, com isso, não tem mais aquele colégio de líderes do final do último mandado, que, pela liderança, já podiam dar voz de comando para seus deputados”, disse.
Doria disse que a maior preocupação dos investidores em Davos com o Brasil é de ordem econômica: “A reforma da Previdência e a manutenção do projeto liberal do Paulo Guedes (ministro da Economia). Nesse universo de Davos, o Paulo é um agente garantidor do Brasil”.