PGR é contra envio ao STF de investigação sobre ministro do Turismo

Por meio de uma reclamação ao STF, o ministro pediu que o caso fosse remetido à Corte com o argumento de que os fatos investigados estão relacionados a seu mandato como deputado federal Por Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, opinou pela improcedência do pedido do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, para que a investigação sobre sua suposta participação no que seria um esquema de candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais seja enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Por meio de uma reclamação ao STF, o ministro pediu que o caso fosse remetido à Corte com o argumento de que os fatos investigados estão relacionados a seu mandato como deputado federal, tanto o atual como o anterior. Ele foi reeleito no ano passado e encontra-se licenciado para ocupar o cargo de ministro. O relator da reclamação é o ministro Luiz Fux.

Raquel Dodge, porém, discordou. Para ela, “os fatos em análise, mesmo tendo ocorrido durante o mandato de deputado federal do reclamante, são totalmente estranhos ao exercício do mandato, pois envolvem situações exclusivamente de cunho eleitoral, associadas apenas ao pleito eletivo de 2018”.

No ano passado, o STF firmou o entendimento de que, em relação aos parlamentares, só são de responsabilidade da Corte os casos que investiguem supostos atos ilícitos cometidos durante o mandato e em relação com a função.

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Atualmente, a Polícia Federal investiga denúncia de que o PSL repassou recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para candidaturas de “laranjas”, em especial mulheres, em diferentes estados. No Twitter, o ministro afirmou que a distribuição do Fundo Partidário em Minas Gerais seguiu “rigorosamente o que determina a lei” e que o jornal “deturpa os fatos e traz denúncias vazias”.