Jean Wyllys vai processar Ratinho por espalhar fake news em programa

Durante o programa em que entrevistou o ministro Sergio Moro, na terça (18), o apresentador afirmou que um milionário russo teria dado dinheiro para um jornalista Por Folhapress De São Paulo

O ex-deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) vai processar o apresentador Ratinho, do SBT, por calúnia e difamação.

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Durante o programa em que entrevistou o ministro Sergio Moro, na terça (18), o apresentador afirmou que um milionário russo teria dado dinheiro para um jornalista.

“Esse jornalista é namorado de um deputado e comprou o mandato do deputado Jean Wyllys. Tudo isso eu recebi, não sei se é fake news. Recebi! Se for verdade, é muito maior do que a gente imagina. Porque envolve outro país”, disse Ratinho durante o programa.

Depois da divulgação do escândalo das mensagens de Moro com procuradores da Lava Jato, o site The Interpect Brasil e seu editor, o jornalista Glenn Greenwald, começaram a sofrer ataques na internet e a ser alvos de notícias mentirosas.

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Uma delas dizia que Greenwald era financiado por um bilionário e que tinha comprado o mandato do ex-deputado Jean Wyllys – que teria renunciado para que seu marido, David Miranda (PSOL-RJ), que era suplente, assumisse.

A fake news foi disseminada por uma página chamada “O Pavão”.

“Como disse um texto [publicado na revista Veja], ‘é sordidez de Ratinho. Ele sabe que tudo não passou de uma fake news. Se não sabia, deveria saber'”, diz Jean Wyllys.

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“Ratinho teria sido contratado por milhões como estrela da campanha pela reforma da Previdência do governo Bolsonaro [referindo-se a notícia de que o apresentador teria recebido R$ 285 mil para participar da campanha]. O espaço conferido a Moro em seu programa não é desinteressado nem movido a interesse jornalístico, portanto”, diz Wyllys.

“Tampouco o fato de ter disseminado uma evidente fake news contra mim durante a entrevista do ministro da Justiça de Bolsonaro acusado de usar o judiciário para prejudicar deliberadamente adversários políticos. Isso precisa estar claro”, segue o ex-parlamentar.

“Trata-se evidentemente de abuso de poder além dos crimes de calúnia de difamação”. Ele critica também o ministro Sergio Moro, que ficou calado enquanto Ratinho falava sobre a suposta compra de mandato.

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“Moro ouviu a mentira e se calou porque sabe que a calúnia o beneficia. Isso não é postura de um juiz tampouco de um ministro da Justiça. Mas essa conduta de Moro está em completo acordo com o que o [site] The Intercept tem revelado dele na condução da Lava Jato”, finaliza o ex-parlamentar.

A assessoria de Ratinho afirma que, durante a entrevista, ele afirmou que recebeu uma fake news. E que, a partir daí, fez uma pergunta ao ministro. “Não é verdade que eu espalho fake news.”

A assessoria afirma também que Ratinho não é garoto-propaganda da Previdência. Segundo ela, o governo comprou ações de merchandising no SBT, em outras emissoras e em outros programas.

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*Por Mônica Bergamo, da Folhapress