Zona norte concentra o maior número de casos de sarampo em São Paulo

Segundo o levantamento do jornal O Estado de S.Paulo, do total de casos confirmados até então (924), 36,7% estavam localizados em bairros da zona norte Por Estadão Conteúdo

A zona norte é a região da cidade de São Paulo com o maior número de casos confirmados de sarampo, segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com base em dados publicados no site da Prefeitura. As estatísticas são parciais, já que levam em conta os registros contabilizados até o dia 6 de agosto, mas já mostram uma concentração de infecções em distritos da região norte, como Tremembé, Cachoeirinha e Jaçanã

Continua após a publicidade

De acordo com o levantamento, do total de casos confirmados até então (924), 36,7% estavam localizados em bairros da zona norte. As regiões sul e leste aparecem em seguida, com 20,5% dos casos cada uma.

Continua após a publicidade

Os dados até o dia 27 de agosto, mais recentes, mostram que o número de infecções confirmadas já chega a 1.637, mas a Prefeitura ainda não divulgou o detalhamento desses casos por distrito.

Continua após a publicidade

A cidade de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (28) a primeira morte por sarampo. A vítima era um homem de 42 anos que não tinha registro de vacinas e possuía vulnerabilidade para infecções. O óbito também foi o primeiro registrado no Estado neste ano – não havia mortes provocadas pela doença desde o último surto, em 1997. Considerando todo o Estado de São Paulo, foram 2.457 casos de sarampo confirmados neste ano. Um em cada cinco infectados tem entre 25 e 29 anos, segundo boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria Estadual da Saúde.

Continua após a publicidade

Em seguida com maior número de infecções estão os grupos de 20 a 24 anos, 1 a 4, 15 a 19 e menores de 1 ano. Se considerada a taxa de incidência, ou seja, o número de casos por 100 mil habitantes, os bebês com menos de 12 meses são as maiores vítimas, com índice de 54/100 mil.

Continua após a publicidade

De acordo com a médica Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a faixa etária dos 20 anos é a mais vulnerável porque reúne muitas pessoas que não foram imunizadas ou não receberam todas as doses necessárias quando crianças.

Continua após a publicidade

“Nem sempre a imunização em bebês foi feita em duas doses e, em décadas anteriores, a primeira dose era feita aos 9 meses de idade. Depois, descobriu-se que, para proteger a vida toda, a vacina precisa ser dada em duas doses, mas após os 12 meses”, explica ela. Hoje, o esquema vacinal é de duas doses, dadas aos 12 e 15 meses. Adultos que não tomaram as duas doses podem se vacinar gratuitamente em qualquer posto de saúde.

Continua após a publicidade

Circulação

Continua após a publicidade

Ainda segundo boletim do CVE, a doença já chegou a 89 cidades paulistas. As mais afetadas ficam na região metropolitana, mas a secretaria já prevê que o surto se expanda para outras regiões. “Nas últimas duas semanas percebemos que o vírus está indo para o interior”, disse Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria Estadual da Saúde. Sorocaba, Campinas, Catanduva, Bauru, Americana, São José do Rio Preto e Aparecida são algumas das cidades paulistas do interior que já confirmaram casos da doença.

Continua após a publicidade

Segundo Helena, não haverá, por enquanto, nova campanha focada em algum público específico, mas as vacinas seguem disponíveis nos postos de saúde para pessoas de 1 a 59 anos que não têm as duas doses obrigatórias ainda. “Nossa estratégia agora é conscientizar a população sobre a necessidade de se vacinar e realizar bloqueios vacinais em locais onde foram registrados casos suspeitos”, destacou.