O relatório de buscas efetuado pela Polícia Federal nas propriedades do empresário Daniel Vorcaro revelou a rotina de alta segurança e a presença de itens de grande valor comercial mantidos no imóvel de R$ 100 milhões no bairro Jardim América, em São Paulo. Os locais tinham adegas subterrâneas com uma quantidade de vinhos que a PF não conseguiu contabilizar. A varredura foi realizada no âmbito das investigações sobre irregularidades no Banco Master.
Ainda foram apreendidos diversos itens entre dinheiro vivo, jóias, obras de arte, relógios Rolex, Audemars Piguet e Richard Mille e carros blindados.
Fotos: veja mansão de R$ 100 milhões de Vorcaro
Busca pericial no Jardim América e cofres lacrados
Durante a inspeção no imóvel paulistano comprado por Vorcaro no início do ano passado, os investigadores identificaram três cofres instalados na residência. Diante da ausência de chaves ou senhas, um dos compartimentos precisou ser arrombado pelas equipes. No interior das estruturas e dos closets, foram encontrados:
Valores e itens pessoais: cerca de R$ 290 mil em notas de moeda nacional e estrangeira guardados em compartimento secreto, além de relógios de luxo e jóias.
Retirada de acervo de arte: uma obra atribuída a Pierre-Auguste Renoir exigiu o deslocamento de uma equipe técnica especializada para embalagem e remoção segura, enquanto uma adega subterrânea recheada de garrafas raras teve o confisco físico dispensado devido à complexidade de catalogação.
O papel dos imóveis em Brasília e Belo Horizonte
As demais propriedades vistoriadas pela PF cumpriam funções distintas na rotina do investigado:
Lago Sul (Brasília): estrutura utilizada predominantemente para agendas de negócios e recepções, contou com presença de documentos com o timbre da Câmara dos Deputados e do Banco de Brasília (BRB), além de listas de aquisição de vinhos finos.
Belvedere (Belo Horizonte): complexo residencial unificado em três lotes que contava com estrutura de lazer completa, mas que se encontrava desprovido de objetos de valor no momento das buscas. Segundo a equipe que cuida do local, a casa era tida como refúgio de lazer e descanso.
Apesar do volume de bens identificados nas mansões, os peritos apontam que o telefone celular apreendido com o executivo durante a abordagem no aeroporto tornou-se o principal elemento probatório da apuração.












