Alivio na conta de luz: bandeira amarela volta em novembro

Nível baixou após atingir, pela primeira vez, bandeira vermelha em mais de três anos

Entre os bairros afetados estavam Sapopemba, Mooca, São Mateus, Carrão, Itaquera, Vila Matilde e Vila Prudente

Sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 pela Aneel e sinaliza o custo real da energia elétrica gerada | Burak The Weekender/Pexels

A bandeira tarifária amarela voltou e a conta de luz deve baixar no mês de novembro. O valor será mais baixo que no último mês de bandeira vermelha, com isso, o valor passa a ser de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.

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A diminuição foi informada na última sexta-feira (25/10) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Segundo a agência, apesar da melhora das condições de geração da energia no País, as previsões de chuvas e vazões nas regiões dos reservatórios para os próximos meses ainda permanecem abaixo da média, o que indica a necessidade de geração termelétrica para atender aos consumidores.

A bandeira ficou vermelha, patamar 1, em setembro e outubro deste ano. Esta foi a primeira vez em mais de três anos que a tarifa atingiu o nível mais elevado.

O que são as bandeiras tarifárias 

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 pela Aneel e sinaliza o custo real da energia elétrica gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia. O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias considera, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico e o preço da energia.

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Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O texto conta com informações da Agência Brasil.

Em março, a Aneel aprovou uma redução nos valores das bandeiras. Segundo a agência reguladora, a medida foi aprovada devido ao cenário hidrológico favorável, à grande oferta de energia renovável no país e “aos alívios verificados no preço dos combustíveis fósseis no mercado internacional”.

A decisão determinou a redução para a bandeira amarela de quase 37%, saindo de R$ 2,989/kWh para R$ 1,885/kWh. Já para a bandeira vermelha, patamar 1, reduziu de R$ 6,50/kWh para R$ 4,463/kWh (queda de 31,3%) e, o patamar 2, de R$ 9,795/kWh para R$ 7,877/kWh (redução de quase 20%).