Os casos de sarampo no estado de São Paulo quase que triplicaram de agosto para setembro. Até o dia 3 de agosto, o Estado contabilizava 1.220 casos confirmados de sarampo, e na última semana, o número saltou para 3.591, de acordo com os dados da Secretaria de Estado da Saúde e do Ministério da Saúde. A alta é de quase 194%. Até o dia 11 de setembro, a secretaria confirmou a morte de três pessoas por complicações da doença, o que não acontecia no Estado desde 1997.
A maioria dos registros se concentra na Capital. O balanço divulgado pela secretaria estadual na última quarta-feira, apontou 2.179 casos confirmados. Além da capital paulista, ao menos outros 110 municípios de SP já confirmaram casos da doença.
Na região metropolitana de São Paulo, cidades do ABC Paulista lideram o rankings dos casos de sarampo (veja tabela ao lado). Em Santo André foram contabilizados até o dia 11, 186 casos de sarampo. Em São Bernardo do Campo são 126 casos de sarampo. A cidade de Mauá registrou 76 casos da doença.
Guarulhos e Osasco também aparecem no ranking, com 80 e 54 casos confirmados respectivamente. O município de Fernandópolis, no interior paulista, registrou 51 casos de sarampo. Já a cidade de Campinas, também no Interior, confirmou até a última quarta-feira, 37 casos.
Em nota enviada à Gazeta, a secretaria estadual disse que “na última semana de agosto, foram confirmados três óbitos decorrentes da doença”. Segundo a pasta as vítimas são: um homem de 42 anos, da Capital e sem histórico de imunização contra o sarampo, e dois bebês (uma menina de quatro meses, de Osasco e um garoto de nove meses, também da Capital). A secretaria Estadual de Saúde continua reforçando a importância de vacinar bebês de seis meses a 12 meses, já que esta faixa etária é considerada mais vulnerável a casos graves e mortes, e representa cerca de 13% do total de casos registrados em São Paulo.
Ainda de acordo com a pasta, “a recomendação para as mães de crianças com idade inferior a seis meses é que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal”.
Mesmo sem campanhas específicas, pessoas de todas as idades podem procurar as Unidades Básicas de Saúde para regularizar a carteirinha de vacinação gratuitamente.
Também continuam sendo realizadas as ações de bloqueio. Quando há notificação de casos de sarampo, agentes de saúde vacinam, sem discriminação de idade ou situação vacinal, as pessoas que tiveram contato com a possível vítima da doença em locais como ambiente de trabalho e condomínio.
(Matheus Herbert)