Ciclone extratropical forma espiral gigante no Atlântico Sul e chama atenção perto do Brasil

Imagens de satélite mostram sistema próximo ao litoral do Rio Grande do Sul e do Uruguai; fenômeno pode provocar ventos fortes e agitação marítima

Foto: Instagram/@historiasdomundobr

Foto: Instagram/@historiasdomundobr

Uma enorme espiral de nuvens sobre o Oceano Atlântico Sul chamou a atenção nas imagens de satélite nos últimos dias. A indicação corresponde a um ciclone extratropical que se formou a leste do Rio Grande do Sul e atua sobre o oceano, na região entre o litoral gaúcho e o Uruguai.

Continua após a publicidade

O fenômeno, que se formou no fim da sexta-feira (16), foi registrado por imagens de satélite divulgadas pela MetSul Meteorologia no sábado (17). A formação apresenta o padrão característico de circulação ciclônica, com nuvens organizadas em espiral ao redor de uma região de baixa pressão atmosférica.

Apesar da aparência impressionante, a estrutura em espiral é uma característica comum dos ciclones extratropicais. Esses sistemas podem influenciar as condições do tempo, provocar rajadas de vento, contribuir para a formação de chuvas e deixar o mar agitado.

O que é um ciclone extratropical?

Os ciclones extratropicais são sistemas meteorológicos associados a áreas de baixa pressão atmosférica, geralmente formados em latitudes médias e relacionados ao encontro de massas de ar com características diferentes.

Continua após a publicidade

Nesses sistemas, os ventos circulam ao redor do centro de baixa pressão. No Hemisfério Sul, essa circulação ocorre no sentido horário. A organização das nuvens em espiral é um dos sinais visuais mais conhecidos desse tipo de fenômeno.

Diferentemente dos ciclones tropicais, como os furacões, os extratropicais estão frequentemente associados a frentes frias e a contrastes de temperatura entre massas de ar.

Ciclone pode provocar ventos fortes e mar agitado

A presença do sistema sobre o Atlântico Sul favorece a ocorrência de ventos mais intensos e condições de mar agitado em áreas do litoral. A intensidade dos efeitos depende da posição do ciclone, de sua evolução e da distância em relação à costa.

Continua após a publicidade

No fim de semana, a Epagri/Ciram, órgão de monitoramento meteorológico de Santa Catarina, alertou para condições de mar muito agitado no litoral catarinense, com ondas de 2,5 a 3 metros entre Passo de Torres e a Grande Florianópolis. O aviso foi válido para domingo (18).

A Marinha do Brasil também emitiu alerta de ressaca para trechos do litoral do Sul e do Sudeste, com previsão de ondas de até 2,5 metros em áreas do litoral paulista e fluminense até a manhã de segunda-feira (19).

Fenômeno significa risco para todo o Brasil?

A formação de um ciclone extratropical não significa que todas as regiões do país serão atingidas diretamente. Os efeitos variam conforme o deslocamento do sistema e a atuação de frentes frias associadas.

Continua após a publicidade

No caso do ciclone sobre o Atlântico Sul, os impactos mais diretamente relacionados ao sistema incluem a intensificação dos ventos e a agitação marítima no litoral. A passagem de frentes frias também pode favorecer mudanças de temperatura e instabilidades em outras regiões.

Por isso, a orientação é acompanhar as atualizações da previsão do tempo e os avisos emitidos por órgãos oficiais, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Defesa Civil e a Marinha do Brasil.

O ciclone já havia se formado no fim da semana anterior. A formação e a espiral de nuvens foram registradas pela MetSul, enquanto a Epagri/Ciram documentou as condições de mar agitado no domingo.