A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que afaste, em definitivo, uma possível existência de “falta greve” no caso da arma apreendida com um sargento e mantenha o prosseguimento da execução penal nos moldes atuais.
Os advogados relatam ainda que Bolsonaro não tem interesse em reaver a pistola que estava com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
O pedido foi feito em manifestação enviada nesta quinta-feira (2/7), após a Polícia Civil do Distrito Federal concluir que Bolsonaro não cometeu crime no episódio. A corporação apontou que a pistola Glock 9 mm tinha registro válido em nome do ex-presidente.
Arma seria levada para conserto, afirmou defesa de Bolsonaro
No dia da apreensão, em 17 de junho deste ano, a defesa de Bolsonaro chegou a afirmar que a arma seria levada para conserto após ser constatado que o acionamento de ferrolho da pistola não estava funcionando.
Ele, então, entregou a arma para o sargento do Exército para verificar o que estava acontecendo, segundo a defesa do ex-mandatário.
O que aconteceu
A pistola foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal em Taguatinga. O sargento estava em um veículo oficial da Presidência da República.
Os agentes encontraram a arma no assoalho do carro. Questionado sobre o registro da pistola, o sargento afirmou que o documento estava em sua carteira funcional.
Ao verificá-la, os policiais viram que não havia certificação da arma. Então o militar alegou que a pistola pertencia ao ex-presidente. O sargento foi levado à 21ª Delegacia para prestar esclarecimentos.
