Defesa diz que Bolsonaro não quer arma apreendida de volta e pede ao STF afastamento de ‘falta greve’

Advogados do ex-presidente afirmam que arma estava registrada regularmente em nome de Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro afirma que não quer arma apreendida de volta (Crédito: Carolina Antunes/PR)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que afaste, em definitivo, uma possível existência de “falta greve” no caso da arma apreendida com um sargento e mantenha o prosseguimento da execução penal nos moldes atuais.

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Os advogados relatam ainda que Bolsonaro não tem interesse em reaver a pistola que estava com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

O pedido foi feito em manifestação enviada nesta quinta-feira (2/7), após a Polícia Civil do Distrito Federal concluir que Bolsonaro não cometeu crime no episódio. A corporação apontou que a pistola Glock 9 mm tinha registro válido em nome do ex-presidente.

Arma seria levada para conserto, afirmou defesa de Bolsonaro

No dia da apreensão, em 17 de junho deste ano, a defesa de Bolsonaro chegou a afirmar que a arma seria levada para conserto após ser constatado que o acionamento de ferrolho da pistola não estava funcionando.

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Ele, então, entregou a arma para o sargento do Exército para verificar o que estava acontecendo, segundo a defesa do ex-mandatário.

O que aconteceu

A pistola foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal em Taguatinga. O sargento estava em um veículo oficial da Presidência da República.

Os agentes encontraram a arma no assoalho do carro. Questionado sobre o registro da pistola, o sargento afirmou que o documento estava em sua carteira funcional.

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Ao verificá-la, os policiais viram que não havia certificação da arma. Então o militar alegou que a pistola pertencia ao ex-presidente. O sargento foi levado à 21ª Delegacia para prestar esclarecimentos.