Deolane tem prisão mantida pelo STJ em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Deolane está presa desde 21 de maio, quando foi alvo da Operação Vérnix, deflagrada em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo

Deolane Bezerra está presa preventivamente desde o dia 21 de maio deste ano / Danilo Verpa/Folhapress

Segundo as investigações, a influenciadora teria realizado movimentações financeiras consideradas expressivas/Danilo Verpa/Folhapress

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da advogada e influenciadora Deolane Bezerra e manteve sua prisão preventiva. A decisão foi tomada pelo ministro Ribeiro Dantas na quarta-feira (1º/7), mas o conteúdo do despacho não foi divulgado porque o processo tramita sob segredo de Justiça.

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Deolane está presa desde 21 de maio, quando foi alvo da Operação Vérnix, deflagrada em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, e está custodiada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista.

A influenciadora virou ré e é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as investigações, a influenciadora teria realizado movimentações financeiras consideradas expressivas e mantido ligação com integrantes da cúpula da organização criminosa.

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No fim de junho, Deolane e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como um dos líderes do PCC e atualmente preso na Penitenciária Federal de Brasília, tornaram-se réus pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Com mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, Deolane Bezerra ganhou notoriedade nacional após a morte do funkeiro MC Kevin, em maio de 2021, e posteriormente consolidou carreira como influenciadora digital e advogada.

Pedido de liberdade foi negado outra vez

Em 9 de junho, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia decidido, por unanimidade, manter a prisão preventiva de Deolane.

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Os advogados tentavam reverter a detenção por meio de um habeas corpus, alegando ausência de fundamentos para a medida. No entanto, os ministros acompanharam o voto da relatora, ministra Maria Marluce Caldas, que negou o recurso.

Na mesma data, a Justiça paulista rejeitou um pedido para que a influenciadora fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior ou tivesse a prisão convertida em domiciliar.