O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da advogada e influenciadora Deolane Bezerra e manteve sua prisão preventiva. A decisão foi tomada pelo ministro Ribeiro Dantas na quarta-feira (1º/7), mas o conteúdo do despacho não foi divulgado porque o processo tramita sob segredo de Justiça.
Deolane está presa desde 21 de maio, quando foi alvo da Operação Vérnix, deflagrada em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, e está custodiada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista.
A influenciadora virou ré e é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo as investigações, a influenciadora teria realizado movimentações financeiras consideradas expressivas e mantido ligação com integrantes da cúpula da organização criminosa.
No fim de junho, Deolane e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como um dos líderes do PCC e atualmente preso na Penitenciária Federal de Brasília, tornaram-se réus pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Com mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, Deolane Bezerra ganhou notoriedade nacional após a morte do funkeiro MC Kevin, em maio de 2021, e posteriormente consolidou carreira como influenciadora digital e advogada.
Pedido de liberdade foi negado outra vez
Em 9 de junho, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia decidido, por unanimidade, manter a prisão preventiva de Deolane.
Os advogados tentavam reverter a detenção por meio de um habeas corpus, alegando ausência de fundamentos para a medida. No entanto, os ministros acompanharam o voto da relatora, ministra Maria Marluce Caldas, que negou o recurso.
Na mesma data, a Justiça paulista rejeitou um pedido para que a influenciadora fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior ou tivesse a prisão convertida em domiciliar.
