Diretora do sindicato revela se vai haver greve do Metrô de São Paulo

Metroviários realizam assembleia na noite desta quarta-feira (11/2) para definir os próximos passos

Metroviários decretaram estado de greve, mas não a greve em si

Metroviários decretaram estado de greve, mas não a greve em si | Rovena Rosa/Agência Brasil

A diretora de imprensa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Camila Lisboa, afirmou na tarde desta quarta-feira (11/2) que uma decretação de uma greve do metrô neste momento é “improvável”. Os trabalhadores marcaram uma assembleia para as 18h30, quando devem definir o tema.

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“Estado de greve não é nem greve marcada, é um estado de alerta. É improvável ter greve”, afirmou ela, que é ex-presidente do sindicato, à reportagem da Gazeta.

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“Estamos na luta por abertura de concurso público, trabalhando com camisetas que reivindicam isso”, completou Camila.

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A Gazeta apurou, porém, que há metroviários que defendem uma paralisação dos serviços, nem que seja por algumas horas. A reportagem entrou em contato com o Metrô de São Paulo, e atualizará este texto caso receba resposta.

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Assembleia

Na assembleia marcada para esta quarta, na sede da instituição, no Belém, zona leste de São Paulo, a categoria vai definir se o estado de greve evolui ou não para uma paralisação.

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Os metroviários decretaram há alguns dias estado de greve após a rejeição do Plano de Carreira apresentado pela empresa.

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Além das críticas ao plano, a assembleia deve discutir a nova rodada do Programa de Demissão Incentivada (PDI), anunciada pela companhia.

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Segundo o sindicato, o Metrô não realiza concurso público desde 2016 e, nesse período, abriu três Programas de Demissão Voluntária (PDVs) e cinco PDIs, sem reposição de funcionários.

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A a abertura de novos planos de desligamento sem a contratação de trabalhadores por concurso contribui para o esvaziamento do quadro funcional e amplia a terceirização de setores da empresa, afirmou a entidade.

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O sindicato também afirma que ainda há inscritos em PDIs anteriores que aguardam definição sobre o desligamento.

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A categoria defende a realização imediata de concurso público e a recomposição do quadro de funcionários.

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A mobilização inclui o uso de camisetas da campanha entre terça e quinta-feira (10 e 12/2), como forma de pressionar a empresa a abrir negociação.

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O estado de greve não representa paralisação imediata, mas indica que os trabalhadores podem avançar para uma greve caso não haja acordo com a direção do Metrô.