A tensão entre metroviários e direção da empresa chega a um momento decisivo nesta quarta-feira (11/2). Em assembleia, a categoria vai definir se o estado de greve evolui ou não para uma paralisação.
O encontro ocorre às 18h30, na sede do Sindicato, enquanto os metroviários mantêm o estado de greve decretado após a rejeição do Plano de Carreira apresentado pela empresa.
Além das críticas ao plano, a assembleia deve discutir a nova rodada do Programa de Demissão Incentivada (PDI), anunciada pela companhia.
Segundo o sindicato, o Metrô não realiza concurso público desde 2016 e, nesse período, abriu três Programas de Demissão Voluntária (PDVs) e cinco PDIs, sem reposição de funcionários.
De acordo com a entidade, a abertura de novos planos de desligamento sem a contratação de trabalhadores por concurso contribui para o esvaziamento do quadro funcional e amplia a terceirização de setores da empresa.
O sindicato também afirma que ainda há inscritos em PDIs anteriores que aguardam definição sobre o desligamento.
O que os metroviários querem?
A categoria defende a realização imediata de concurso público e a recomposição do quadro de funcionários.
A mobilização inclui o uso de camisetas da campanha entre terça e quinta-feira (10 e 12/2), como forma de pressionar a empresa a abrir negociação.
O estado de greve não representa paralisação imediata, mas indica que os trabalhadores podem avançar para uma greve caso não haja acordo com a direção do Metrô.
A assembleia desta terça deve definir os próximos passos do movimento.
Até o momento, a empresa não comentou a convocação da assembleia nem as críticas relacionadas ao PDI.
