Fim do prazo: Teatro de Container pode deixar área após decisão da Justiça

Segundo a juíza, não há impedimento legal para que o município reassuma a posse do imóvel

Decisão foi proferida nesta segunda-feira (12/1) pela juíza Nandra Martins da Silva Machado

Decisão foi proferida nesta segunda-feira (12/1) pela juíza Nandra Martins da Silva Machado | Reprodução

A Justiça de São Paulo decidiu que a Prefeitura pode retomar o terreno onde funciona o Teatro de Container, na região da Luz, no centro da capital. A área é pública e é ocupada pela Companhia Munguzá desde 2016.

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A decisão foi proferida nesta segunda-feira (12/1) pela juíza Nandra Martins da Silva Machado, da 5ª Vara da Fazenda Pública, que considerou encerrado o prazo de 90 dias concedido anteriormente para a permanência do grupo no local.

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Segundo a magistrada, não há impedimento legal para que o município reassuma a posse do imóvel.

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Os artistas do Teatro de Container, sede da Cia. Munguzá de Teatro, foram surpreendidos com uma notificação extrajudicial da Prefeitura de São Paulo em maio do ano passado.

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Em agosto, uma ação policial da Guarda Civil Municipal (GCM) forçaram os artistas a deixarem a instalação sem possibilidade de voltar, mesmo com todos os pertences pessoais do grupo dentro do local. O momento foi filmado por um dos integrantes da Cia.

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O que diz a Justiça

Na avaliação da Justiça, a administração municipal age dentro do direito de propriedade e não precisa de nova autorização judicial para retomar o terreno, já que a ação tratava apenas da permanência temporária do teatro no espaço.

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Após a desocupação, a Prefeitura prevê a revitalização da área, com a construção de moradias e espaços de lazer.

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Ao longo do último ano, o município informou ter oferecido quatro alternativas de terrenos ao grupo teatral, todos na região central e com áreas maiores do que a atual. Entre as opções está um imóvel na rua Helvétia. A administração também propôs apoio financeiro de R$ 100 mil para auxiliar na mudança.