Frota de ônibus reduzida em São Paulo leva juiz a cobrar explicações imediatas da Prefeitura após denúncia de que apenas 60% dos veículos circulavam no segundo turno das eleições de 2026

Passageiros relataram longas esperas em pontos de diferentes regiões da capital paulista, enquanto a SPTrans apontou dificuldades para reorganizar as escalas de trabalho

A decisão judicial previa multa de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado da ordem. Foto: Divulgação/Marcelo Pereira/Secom

A frota de ônibus reduzida em São Paulo levou a Justiça Eleitoral a cobrar explicações imediatas da Prefeitura e da SPTrans neste domingo (25/10), durante o segundo turno da eleição presidencial de 2026.

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A medida busca esclarecer denúncias sobre a circulação de veículos na capital e o cumprimento de uma ordem judicial que prevê a operação integral do serviço.

Justiça cobra esclarecimentos sobre a operação dos ônibus

O juiz Tiago Ducati Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, determinou que os órgãos apresentem informações sobre os locais mencionados na denúncia do Partido dos Trabalhadores (PT).

A representação afirma que somente 60% da frota prevista na determinação judicial estava em operação. O magistrado ordenou que a Prefeitura e a SPTrans recebessem a intimação por meio eletrônico.

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A decisão não estabeleceu uma nova multa. O juiz considerou que a ordem anterior já previa penalidades em caso de descumprimento injustificado.

Decisão judicial previa 100% da frota de ônibus

No sábado (24), a Justiça Eleitoral determinou que a capital paulista disponibilizasse todos os ônibus previstos para dias úteis regulares durante a votação.

Conforme informação publicada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), a decisão estabeleceu multa de R$ 100 mil para o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, caso a determinação fosse descumprida.

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A ordem também considerou as regras eleitorais sobre a oferta de transporte coletivo nos dias de votação. A frequência deve ser compatível com a dos dias úteis, conforme a regulamentação aplicável.

SPTrans aponta dificuldades para ampliar a operação

Em nota, a SPTrans informou que recebeu a notificação do TRE-SP às 13h10 de sábado. A empresa afirmou que comunicou as concessionárias às 13h32, mas relatou dificuldades para reorganizar as escalas de trabalho em menos de 12 horas.

Segundo a companhia, o planejamento inicial considerou a demanda do domingo anterior. Naquela data, aproximadamente 6,9 mil ônibus circularam pela cidade, com oferta estimada de 8 milhões de lugares e transporte de 3,4 milhões de passageiros.

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A empresa também declarou que havia encaminhado o planejamento aos órgãos eleitorais antes da votação. A SPTrans afirmou que acompanha a operação e busca garantir o atendimento aos passageiros.

Passageiros relatam espera prolongada em diferentes regiões

Relatos de moradores apontaram problemas no Jaraguá e na Vila Zilda, na Zona Norte, além da Avenida Ibirapuera e da Estrada do M’Boi Mirim, na Zona Sul.

No Jaraguá, um passageiro afirmou ter esperado mais de uma hora pela saída de um ônibus da linha 971R, que liga a região à estação Santana do Metrô. Na Vila Zilda, registros mostraram veículos parados e motoristas fora dos ônibus.

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Na Estrada do M’Boi Mirim, passageiros relataram espera superior a 40 minutos. Entretanto, esses registros não permitem confirmar o número total de veículos em circulação nem dimensionar a extensão dos problemas.

O PT também encaminhou pedidos de providências ao prefeito Ricardo Nunes e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O partido relatou dificuldades no transporte municipal, metropolitano e intermunicipal.

O TRE-SP confirmou o recebimento da representação e informou que denúncias sobre redução ou interrupção do transporte com possível prejuízo ao voto podem ser encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e à Defensoria Pública da União.

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A apuração sobre a frota de ônibus reduzida depende dos esclarecimentos solicitados à Prefeitura e à SPTrans. Até a divulgação de novas informações, os relatos apresentados não comprovam, por si só, o percentual efetivo de veículos em circulação.