Governo anuncia quarta dose de imunizante contra Covid para imunossuprimidos

O prazo do reforço já tinha caído de cinco para quatro meses após a segunda dose; o intervalo valerá para o reforço de quarta dose para pessoas com imunidade baixa

O Instituto Butantan produz atualmente 80 milhões de doses da vacina contra influenza por ano

O Instituto Butantan produz atualmente 80 milhões de doses da vacina contra influenza por ano | Alejandra De Lucca V./Minsal

Nesta segunda-feira (20), o Ministério da Saúde informou em nota técnica a redução para o prazo do reforço para o imunizante contra Covid. O prazo é de quatro meses a partir da segunda dose. 

Em nota, o governo anunciou também sobre a aplicação de quarta dose para os pacientes imunossuprimidos. O intervalo é quatro meses após o primeiro reforço. 

 “Uma dose de reforço da vacina COVID-19 para todos os indivíduos imunocomprometidos acima de 18 anos de idade que receberam três doses no esquema primário (duas doses e uma dose adicional), que deverá ser administrada a partir de 4 meses”, diz o documento.

São considerados imunocomprometidos, segundo o documento:  

os portadores de imunodeficiência primária grave;
quem está fazendo quimioterapia para câncer;
transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) uso de drogas imunossupressoras;
pessoas vivendo com HIV/AIDS;
pacientes em uso de corticóides em doses 20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por 14 dias;
pessoas que usam drogas modificadoras da resposta imune (o Ministério da Saúde divulga uma tabela com essas medicações);
pacientes com condições auto inflamatórias e doenças intestinais inflamatórias;
pacientes em hemodialise;
pacientes com doencas imunomediadas inflamatorias cronicas 

“O avanço da vacinação contra a COVID-19 no Brasil já permitiu alcançar notáveis ganhos em saúde pública, reduzindo de maneira significativa a ocorrência de casos graves e óbitos pela COVID-19. No atual momento, amplia-se a vacinação em toda população adulta de maneira acelerada e há de se reconsiderar mudanças nas estratégias de vacinação em pessoas com mais de 18 anos de idade, uma vez que existe uma tendência a redução da efetividade das vacinas contra a COVID-19 com o passar do tempo”, diz a nota publicada nesta segunda.